Claudia Matarazzo no Fino Trato

            Estante de livros: ainda é útil nos dias atuais? (Foto: Thinkstock)

Recentemente li um texto de Claudio de Moura e Castro em que ele reclamava da falta de estantes para livros. Contava sobre sua peregrinação à procura de locais adequados para seus livros e não aqueles móveis com alturas irregulares para vasos, bibelôs e outros objetos.

Em sua busca acabou por constatar que no Brasil não se fabricam modelos para livros – todas as grandes lojas de móveis possuem inúmeros modelos para TV, som e similares, mas para livros, nada!

Inconformado, Moura e Castro fez uma pesquisa em sites estrangeiros e encontrou em uma grande rede nada menos do que 725 modelos de estantes. Donde se conclui que a falta de leitura é sim uma falha profunda em nossa criação, desde sempre.

Otimista que sou, sempre achei que com a profusão dos meios de comunicação e redes sociais, as novas gerações descobririam a beleza de ler livros em silêncio. Porque nada se compara ao silêncio acompanhado do movimento das letras formando loucas imagens que se sucedem infinitamente.

Nesse silêncio pleno e intenso, dias e vidas podem passar em poucos minutos, descortinam-se mundos e possibilidades. Tantas são as sensações que não há como sentir-se só ou desconectado com um bom livro.

Mas para isso é preciso saber encontrar a pausa, cada vez mais difícil nos dias atuais.

Eu nem deveria ficar chocada ao saber do fechamento de certas livrarias, como a Camões, no Rio de Janeiro. Mas fico. Parece que todos só querem consumir. Ter ideias nem pensar. Ou seja, para que serve uma estante agora?

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