Publicado por PublishNews

Vendas dos e-books de Harry Potter superam as expectativas

Uma notícia no site da The Bookseller traz uma informação surpreendente. Os e-books da série Harry Potter, que começaram a ser vendidos pela Pottermore em 27 de março, faturaram mais de um milhão de libras esterlinas apenas nos primeiros três dias de lançamento. O número foi divulgado por Charlie Redmayne, principal executivo da Pottermore, durante uma entrevista para um programa de rádio, ontem. Os resultados, segundo ele, “ultrapassaram tudo o que havíamos previsto” e, embora as vendas tenham diminuído após a euforia dos primeiros dias, seguem surpreendendo. Nas palavras de Redmayne, as vendas são maiores “do que tudo que eu já vi em relação a e-books”.

Uma nota do Publishers Lunch de hoje relativiza um pouco essa declaração, lembrando que, em unidades, a cifra corresponde a cerca de 175 mil cópias, ou 25 mil exemplares para cada título da série, e que muitas editoras estão acostumadas com a venda de 25 mil cópias de um e-book em um único dia. A nota também ressalta que os e-books de Jogos vorazes têm tido desempenho excepcional.

De qualquer forma, vale lembrar que, enquanto o primeiro volume de Jogos vorazes foi publicado em 2008, o primeiro de Harry Potter data de 1997.

Houve um pequeno aumento na pirataria dos livros de Harry Potter no primeiro dia de venda dos e-books, segundo o executivo, mas ele afirmou que espera ver a prática diminuir. “Reagimos muito rápido”, disse. “Esperamos que ao torná-los disponíveis a pirataria caia.” Os livros digitais da série escrita por J.K. Rowling estão sendo lançados com marcas d’água, ao invés de ter o DRM como instrumento contra as cópias ilegais (você pode ler mais sobre isso na coluna de Julio Silveira).

Ainda não há previsão para a venda dos e-books da série no Brasil. Segundo a Rocco, editora que publica Harry Potter por aqui, todas as decisões e os negócios relativos ao formato digital da saga ficam a cargo da Pottermore. A empresa fechou um acordo para utilizar, nos e-books, as traduções da série para o português feitas pela Rocco. Segundo a editora brasileira, é um modelo de contrato que “foge do padrão” e cujos detalhes não podem ser divulgados.

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