Inglesa em Dorset teve romance recuperado com ajuda de forenses após sistema de caneta guiada por elásticos falhar.

Publicado no Último Segundo

Quando ficou cega por consequência de diabetes, Trish Vickers decidiu que preencheria esse vácuo em sua vida escrevendo poemas.

Depois, ela decidiu escrever um romance, com sua caneta guiada por um sistema de elásticos esticados ao longo do papel. Com 26 páginas concluídas e um enredo que versava sobre uma mulher cuja vida desmorona, ela começou a sonhar em encontrar uma editora.

Então seu sonho também desmoronou.

Quando seu filho Simon a visitou em sua casa, perto da cidade de Lyme Regis, em Dorset, ela mostrou o que havia escrito e ele lhe deu a má notícia: todas as páginas estavam em branco. A caneta tinha ficado sem tinta antes mesmo de ela começar, e o que lhe restou não passava de um manuscrito vazio. Nenhuma parte daquilo criado por sua imaginação havia sido capturada.

Reviravolta

Então aconteceu uma reviravolta na história, do tipo que serviria bem em um romance policial cheio de mistério. Vickers, 59 anos, e seu filho apelaram para a equipe forense do Departamento de Polícia de Dorset.

Após cinco meses de trabalho realizado voluntariamente durante o horário do almoço, uma das especialistas de lá, uma mulher que normalmente ajuda a solucionar crimes, desvendou o mistério, entregando o texto em páginas datilografadas.

Um porta-voz do Departamento da Polícia de Dorset disse que a recuperação do texto foi realizada com uma luz forense que colocada sob o papel reflete traços feitos com a caneta.

“Foi bom fazer algo por alguém e foi bom ler o livro também”, disse Kerry Savage, a especialista forense.

Vickers disse aos repórteres que seu livro, cujo título temporário é “O Legado Grannifer”, gira em torno da vida de uma mulher chamada Jennifer que perde o emprego, o namorado e sua avó e mentora, apenas para reconstruir sua vida em seguida.

Hoje, uma voluntária digita seu livro em uma visita semanal e Vickers diz que planeja apresentar o romance acabado para uma editora.

*Por John F. Burns

 

 

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