Letras expostas no Conjunto Nacional desde sábado (encontrei a foto no Foursquare da @may_nunes)

Raquel Cozer, no Folha.com

Minha primeira coluna Painel das Letras (link para assinantes), em 11 de fevereiro, falava sobre o fechamento iminente da loja exclusiva da Record que a Livraria Cultura mantinha no Conjunto Nacional. Ia acabar sem que ninguém desse notícia, mas também ninguém tinha dado notícia da loja nos dois anos em que ficou aberta.

Ela tinha sido criada numa leva de lojas exclusivas que incluiu também uma da Companhia das Letras e outra do IMS. Não parecia dar muito ibope, e não dava mesmo.

Segundo Pedro Herz, o dono da Cultura, as lojas exclusivas foram pensadas como estratégia da livraria para ocupar todos os espaços que aluga no Conjunto Nacional, mantendo a marca forte no lugar, enquanto as editoras assumem parte das despesas.

Em fevereiro, a Cultura pediu o espaço de volta para iniciar nele um projeto “mais rentável”. A Record achou ótimo se livrar daquele pepino também, embora tenha dado essa informação com bem mais de classe do que isso.

A Cultura não falava sobre o projeto, mas acabou vazando, tanto que publiquei na coluna por acaso no mesmo dia em que a Maria Fernanda Rodrigues publicou na dela no Estadão: uma loja de games e HQs, com oferta ainda de DVDs de séries, bonecos colecionáveis e outros itens de interesse para qualquer natural born Sheldon Cooper.

(Se você é um natural born Sheldon Cooper, sabe do que estou falando. Se não faz ideia, bem, esse é o nome do melhor personagem da melhor série no ar hoje em dia, “Big Bang Theory”, sobre os nerds mais nerds que você possa imaginar. Não que eu tenha um conhecimento assim tão amplo de séries, mas gosto de acreditar que é a melhor.)

A novidade agora é que a loja abre nesta quarta-feira, às 14h, com o nome Geek.Etc.Br. Como estava acompanhando a coisa desde o início, ou desde antes do início, eles me convidaram a conhecer o espaço, ainda em finalização, nesta última quinta-feira. Escrevi sobre ele na “Ilustrada” de sábado (link para assinantes outra vez, foi mal aí).

O design é do mesmo Fernando Brandão que cuida do visual de todas as livrarias Cultura, mas certamente é algo bem diferente de qualquer outra loja da rede. É bem diferente de qualquer outra loja que exista no Brasil, eu diria.

O lugar mais parecido que já visitei é a Forbidden Planet, loja nerd à décima potência com unidades em Londres e Nova York, mas nem diria que é a mesma coisa.

O carro-chefe serão os games, tanto jogos quanto consoles (Playstation 3, Wii, Xbox 360 e PC). Ocupam todo o primeiro piso, com totens para experimentação e acervo de 800 títulos, incluindo raridades. Segundo Igor de Paula Oliveira, o coordenador (a equipe é tão nerd que dá vontade de abraçar), a meta é oferecer a maior diversidade possível.

No segundo andar entra o “etc” do nome da loja: jogos de tabuleiros e card games, também com mesas para experimentação; trilhas sonoras de jogos, séries e filmes (dizem eles que a trilha do “Final Fantasy”, que eles oferecem, é de uma raridade ímpar. Sei lá eu); DVDs de séries e filmes cult e de animação adulta.

Haverá ainda bonecos colecionáveis (o mestre Yoda é muito amor) e outros itens, como chaveiros de Lego, moleskines do “Star Wars” e camisetas de personagens como o Lanterna Verde, que acende no escuro, e o Sheldon do “Big Bang”.

Dos 10 mil produtos oferecidos, só 4.000 serão livros, dos quais 3.000 serão HQs –todo o acervo que estava na loja de arte da Cultura, em frente à loja principal, será transferido para a Geek.Etc.Br. Outros serão títulos como a série de fantasia “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R.R. Martin, e “Jogador Número 1″, de Ernest Cline, ação que mistura games e cultura pop. Ou seja, livros com “potencial nerd”. ”

Geek.etc.br será o endereço do site, que entra no ar também na quarta, embora alguém no Twitter, é claro, já tenha encontrado uma página de teste no ar. E a marca, dizem eles, vai se expandir: a meta é abrir Geeks.Etc.Br dentro de Culturas que já existem e também lojas da marca em praças onde a Cultura ainda não chegou.

dica da Judith Almeida

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