Publicado por Livros e Afins.

O que nos faz voltar a um livro, uma revista ou um site é o desejo de voltar a encontrar a mesma qualidade, o mesmo tchans que nos interessou na primeira vez. Se encontramos, continuamos lendo; senão, é provável que nunca mais voltemos àquela publicação.

Fidelizar um leitor é uma coisa muito difícil, ser lido é muito difícil. É possível ser recomendado, ter o seu texto colocado diante do leitor, que pode ler e até mesmo gostar, mas isso não quer dizer que ele tomará a iniciativa de ler outro texto seu de novo. Nada pessoal, apenas existe muito material disponível. É possível trabalhar muito no marketing, SEO e recomendações, e cada uma dessas coisas trará leitores por algum tempo; mas se o material não for interessante, esses números cairão rapidamente e a publicação voltará a ser tão anônima quanto antes.

Outro problema é que nunca sabemos quando seremos lidos e por quem. Quem escreveu sabe: às vezes você escreve algo muito bom, e tem vontade de enviar para todo o mundo, quer que todos vejam o quão brilhante você consegue ser – e nada acontece. No dia que aparece alguém importante para ler o que você escreveu, é justamente naquela semana que você estava cansado, não produziu nada ou escreveu algo sem importância. Imagine a vergonha de ser lido por – imaginemos – o seu autor preferido, e o texto possui um erro crasso de português. Ou a história não faz o menor sentido. Ou repete um monte de clichês.

O que você produz nunca é à toa; tudo o que você faz é uma parte de você, fala de quem você é e pode representá-lo no futuro. Então, a melhor saída é procurar estabelecer um padrão alto para si mesmo. Não tenha dó de eliminar o material mais ou menos – tenha em vista que você não sabe qual dos seus trabalhos será lembrado no futuro. Ao nivelar-se por cima, o material que você produz será conhecido por ter qualidade; ela se tornará a sua marca registrada, e é isso o que o leitor encontrará cada vez que lhe procurar.

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