Kleber Tomaz, no G1

A bacharel em direito Elize Matsunaga, de 30 anos, assassina confessa do marido, o diretor-executivo da Yoki Marcos Matsunaga, de 41 anos, está lendo na prisão livros sobre história e vinhos e uma obra de Shakespeare, informou nesta quinta-feira (21) a defesa dela.

De acordo com o advogado Luciano Santoro, ele entregou a sua cliente quatro livros, três que ela pediu e um outro que ganhou de presente de um jornalista. As obras foram dadas na Cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, onde Elize ficou presa do dia 5 de junho até a terça-feira (19), e seguiram com ela até a Penitenciária Feminina de Tremembé, no interior de São Paulo, onde ela chegou na quarta (20) e está presa preventivamente por decisão da Justiça.

Elize atirou na cabeça do empresário e o esquartejou no dia 19 de maio, no apartamento do casal, na Zona Oeste da capital paulista. Depois, ela jogou partes do corpo em Cotia, na Grande São Paulo.

Segundo o advogado de Elize, ela está lendo ‘1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil’ e ‘1822 – Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D.Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado’, ambos do escritor e jornalista brasileiro Laurentino Gomes, e ‘Atlas Mundial do Vinho’, dos escritores Hugh Johnson e Jancis Robinson.

“Elize tem curiosidade em ler livros de história e aprecia vinhos”, disse o advogado Santoro, que não soube informar qual o título da obra que sua cliente ganhou. “Eu entreguei para ela, mas não lembro o nome do livro, só sei que foi de presente e o autor é William Shakespeare”.

A defesa de Elize alega que o crime foi passional, movido por paixão sob forte emoção, num ato impensado. Que a bacharel matou Marcos após discussão sobre uma traição dele, quando ele a agrediu, a xingou e disse que iria tirar a guarda da filha dela pelo fato de Elize ter sido garota de programa quando o conheceu.

Para o Ministério Público, o crime foi premeditado, e a bacharel matou o marido por vingança, ao descobrir a traição, e por dinheiro, para ficar com o seguro de vida de R$ 600 mil da vítima, já que ela é a beneficiária.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments