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Publicado no Diário Digital

Ernest Miller Hemingway nasceu a 21 de Julho de 1899 em Oak Park, nas proximidades de Chicago, nos Estados Unidos, e é o mais famoso escritor da sua época.

Embora o seu pai, médico, quisesse que ele seguisse a mesma carreira, desde cedo sentiu-se atraído pela literatura, tanto que começou a escrever para o jornal The Kansas City Star quando ainda estava na escola, em 1917.

Na I Guerra Mundial, tentou diversas vezes alistar-se na Marinha, mas foi rejeitado. Por fim, acabou por ser aceite como motorista de ambulância da Cruz Vermelha em Itália, onde foi ferido. Terminada a guerra, passou a morar em Toronto, no Canadá, onde prosseguiu a carreira de repórter. Em 1921, mudou-se para Paris, onde continuou a exercer a sua profissão.

Começou então a escrever as suas primeiras obras: “Três Histórias e Dez Poemas” (1923), “No Nosso Tempo” (1924), “As Torrentes da Primavera” (1926). O primeiro romance que lhe deu fama internacional foi “O sol também se levanta”, escrito em 1926 em Paris.

Neste romance, Hemingway retrata, em estilo directo e despojado, os conflitos e frustrações dos norte-americanos e ingleses que viviam em Paris após a I Guerra Mundial.

Um ano depois, publicou a antologia “Homens sem Mulheres”, a sua segunda colecção de contos, um marco importante na trajectória literária do autor. Em 1928, viajou para a Florida, onde permaneceu dez anos. Ali escreveu, em 1929, “Adeus às Armas”, romance inspirado nas suas experiências na I Guerra Mundial. É uma de suas obras mais importantes e trouxe-lhe fama mundial.

No livro, um sucesso de crítica e de público, Hemingway conta a história de amor entre um soldado americano e uma enfermeira britânica em Itália, durante a Primeira Guerra Mundial.

Correspondente da guerra civil espanhola, em 1938, ao lado do capitão americano Milton Wolfe, Hemingway escrevia de maneira simples e directa, tanto na construção lógica da narrativa como na estrutura das orações. Modesto e sucinto na prática de sua arte, reflectiu na economia das palavras o compromisso dos repórteres da época em «mostrar» em vez de «contar». Este aspecto claramente jornalístico da ficção é comprovado no romance “Morte na Tarde”, de 1932. Na obra, o autor também expressou a sua grande paixão pelas touradas.

Das diversas viagens que fez pelo continente africano, narrou as suas vivências em “As Verdes Colinas de África” (1935), «As Neves do Kilimanjaro» e “A Curta e Feliz Existência de Francis Macomber” (1938).

Com o início da Guerra Civil em Espanha, em 1936, Ernest Hemingway viajou para a Europa. O seu objectivo inicial era reunir argumentos para o filme «Terra de Espanha», um documentário sobre a tragédia do país sob o fascismo. Envolvido pelo sangrento conflito, acabou por defender os republicanos.
Com base nessa experiência, Hemingway escreveu a peça “A Quinta Coluna” (1938) e o seu romance mais longo, “Por Quem os Sinos Dobram” (1940), transformado mais tarde em filme, como outras obras suas.

Com Fidel Castro, de quem se tornou amigo, em 1960
acabada a Guerra Civil, mudou-se com a terceira mulher para Cuba. Lá ficou amigo de Fidel Castro, permanecendo no país até 1959. Em 1952, havia escrito “O Velho e o Mar”, sendo-lhe atribuído o Prémio Pulitzer de Jornalismo e o Nobel de Literatura em 1954.
Como correspondente de guerra da Marinha norte-americana, participou do desembarque dos Aliados na Normandia e da libertação de Paris, em 1945. A partir de 1951, a sua vida de excessos, com aventuras, mulheres e álcool, a sua saúde física e psicológica começou a degradar-se.

Abalado por depressões, mal conseguia escrever. Até que, em 2 de Julho de 1961, seguindo a frase impressa em “O Velho e o Mar”

– “Um homem pode ser destruído, mas não derrotado” -, acabou por suicidar-se com um tiro na cabeça.

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