O vendedor Luís Bacelar exibe a cachaça Gabriela. Foto: Marina Azaredo/Terra O vendedor Luís Bacelar exibe a cachaça Gabriela

Marina Azaredo, no Terra

Como o próprio nome já diz, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) é, bem, uma festa. E, como em toda boa festa, o clima é de descontração e confraternização entre amigos. A literatura é o interesse em comum, mas, entre uma mesa de debates e outra, depois de tietar um escritor e antes do lançamento de um livro, é para os bares e restaurantes da cidade que todos vão. Uma paradinha para descansar, para tomar um sorvete, para um bom almoço ou – e talvez principalmente – para provar alguma das diversas cachaças produzidas em Paraty.

Neste ano, a cachaça símbolo da cidade – que tem alambiques com mais de 200 anos, sete deles abertos à visitação -, Gabriela Cravo e Canela, tem sido ainda mais procurada pelos frequentadores da festa. “Quem vem a Paraty e não prova a Gabriela não pode dizer que veio a Paraty. E esse ano a procura está ainda maior, por causa da novela”, diz Luís Bacelar, funcionário de uma das principais lojas de cachaça da cidade histórica. “Ela é açucarada, tida como aguardente, por ter cravo e canela. As mulheres gostam muito e é uma cachaça boa para iniciantes”, explica ele.

A garrafa de Gabriela custa R$ 29,90 e é a mais vendida da loja. “Comprei duas, porque a minha namorada gosta”, disse Bernardo Coelho, 23 anos, de Niterói (RJ), ao sair da loja na tarde deste sábado (7) com algumas garrafas da bebida. É a quinta vez de Bernardo na Flip e ele nunca deixa de comprar as cachaças. Dessa vez está levando três para presentear amigos – duas brancas e uma envelhecida. “Gosto de literatura, do clima da cidade, por isso venho sempre. Mas não posso ir embora sem cachaças”, completou.

A estudante Bianca Barbetta e o administrador André Barretto, de Campinas (SP), compraram dez garrafas de cachaça na loja, gastando um total de R$ 215. ‘É tudo para tomar hoje”, disse ele. “Não, brincadeira, é para o meu aniversário, que é semana que vem. Vou dar uma festa”, contou. O casal já havia visitado um alambique, onde comprou duas garrafas de Maria Izabel, considerada a sétima melhor cachaça do Brasil, e, por isso, levava apenas garrafas da marca Paratiana dessa vez, inclusive algumas de Gabrela. “Estamos há dez dias aqui. Aproveitamos para degustar cachaças diferentes. Adoramos as de milho e pimenta”, disse Bianca.

De acordo com Luís, a loja vende cerca de 500 garrafas de cachaça por dia durante eventos como a Flip e o Festival da Cachaça, que acontece em agosto. A mais barata da loja é a Mulatinha, que custa R$ 25. A mais cara produzida em Paraty é a Paratiana com seis anos de envelhecimento, que sai por R$ 250 – quanto mais envelhecida a cachaça, mais cara ela é. Mas a mais cara de todas é uma Sagatiba Preciosa, com 23 anos de envelhecimento. Quem quiser levar uma garrafa para casa deve desembolsar nada menos do que R$ 990. “Dessa aí vendemos uma garrafa a cada três meses”, contou Luís.

Foto: Marina Azaredo/Terra

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