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Leticia Muniz, no Mundo do Marketing

O valor médio real de venda dos livros das editoras ao mercado no Brasil recuou 44,9% entre 2004 e 2011. A conclusão é do levantamento “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE/USP), sob encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Em 2010, o preço era de, em média, R$ 12,94 e, no ano passado, caiu para R$ 12,15. Essa semana, um outro estudo, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas mostrou um crescimento de 7,2% nas vendas do setor literário no Brasil, passando de 438 milhões de exemplares vendidos em 2010 para 469,5 milhões em 2011.

A análise da FIPE/USP apura dados nos segmentos que sustentam a cadeia produtiva do livro: o mercado (livrarias e outros pontos de venda) e o governo (que compra das editoras por meio de programas como Plano Nacional do Livro Didático – PNLD). O preço médio do livro não corresponde ao que é pago pelo consumidor e sim às vendas das editoras ao mercado e ao governo.

Quando considerados os dois segmentos da pesquisa, a conta do preço médio do livro expressou aumento de 0,1%, com o mercado respondendo pelo declínio de 6,11%. O preço médio total (mercado + governo) foi R$ 10,30 em 2011 e de R$ 10,29 em 2010.

Os títulos digitais ainda não têm influência significativa na elevação ou queda do preço médio do livro, mas já fazem boa presença no panorama editorial, com mais de 5.200 títulos lançados em 2011. O número equivale a aproximadamente 9% dos mais de 58 mil títulos lançados em 2011. Em relação às vendas, o total correspondente a um faturamento de cerca de R$ 870 mil.

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