João Carlos Martins disse: eu nunca vou parar com essa teimosia, a respeito do fato de não poder mais tocar piano. Foto: Vagner Campos/Terra

João Carlos Martins disse: “eu nunca vou parar com essa teimosia”, a respeito do fato de não poder mais tocar piano
Foto: Vagner Campos/Terra


GISELE ALQUAS, no Terra.com

O maestro João Carlos Martins emocionou o público presente na solenidade de abertura da 22º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, nesta quinta-feira (9), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, ao tocar o Hino Nacional Brasileiro com a Orquestra Bachiana do Sesi de São Paulo. Depois de reger, o músico declarou: “eu nunca vou parar com essa teimosia”, a respeito do fato de não poder mais tocar piano, mas insistir. Martins foi aplaudido de pé.

O evento contou com a presença do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, da Ministra da Cultura Ana Buarque de Hollanda, do Secretario Estadual da Cultura Marcelo Araújo, que representou o governador Geraldo Alckmin, entre outras autoridades. A solenidade foi apresentada por Zeca Camargo, um dos curadores da Bienal. O jornalista explicou a importância do tema Livros Transformam o Mundo, Livros Transformam Pessoas e dos homenageados Jorge Amado, Nelson Rodrigues e os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 22, que lançou escritores como Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, entre outros.

A presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karina Pansa, destacou que, nesta edição, a Bienal do Livro espera receber 800 mil visitantes, 60 mil a mais do que no ano passado. “Vamos focar na visitação escolar, que é uma das ações mais importantes do evento. Nosso objetivo é estimular cada vez mais a leitura. Serão 1.250 horas de programação cultural”, frisou.

Marcelo Araújo falou dos incentivos do Governo do Estado para fortalecer a leitura e anunciou que neste ano a secretaria irá promover dois concursos: de Sarau e de Literatura, com o objetivo de encontrar novos autores e escritores no Brasil. Kassab ressaltou o apoio da prefeitura à Bienal e que a expectativa é de que 10 mil alunos das escolas municipais, acompanhados de 500 professores, são esperados no evento. “O número de estudantes em busca da leitura evoluiu, mais ainda é pouco. É uma luta constante”, disse o prefeito.

Ana de Hollanda fez questão de exaltar a cidade de São Paulo como sede da Bienal. A ministra, que estudou na capital, contou que foi em São Paulo que ela “descobriu os livros” por meio de seu pai. “Cresci em uma casa modernista, cercada de livros por todos os lados. Os livros fazem parte da formação de todos. E estou muito feliz que neste ano os homenageados são Jorge Amado, Nelson Rodrigues e a Semana de Arte Moderna 22″, enfatizou. A 22º Bienal Internacional do Livro vai até 19 de agosto.

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