Montagem da Bienal do Livro na noite desta terça (7), no Anhembi, em São Paulo; o evento começa na quinta (9), com estimativa de público de 800 mil pessoas

DOUGLAS GAVRAS, na Folha de S. Paulo

Se não tivesse recebido o vale-livro de R$ 20 distribuído para alunos da rede pública de ensino, Eduardo Oliveira teria voltado para casa com as mãos vazias.

Apesar do esforço das editoras, o público ainda se queixa de que os preços de livros praticados na Bienal pouco diferem dos valores cobrados nas livrarias.

“Eu faço assim: circulo, pego dicas de livros e saco o celular do bolso, para pesquisar os preços na internet. Dificilmente os valores na Bienal conseguem ser menores”, explica Oliveira.

Para as editoras, porém, o evento ajuda a divulgar diversos títulos, apresentar jovens autores e aproximar do público alguns nomes já consagrados.

“Sim, há um número exagerado de obras e isso acaba dispersando o público, mas ainda acho que a Bienal é um evento definitivo, que ajuda a promover a literatura”, diz o poeta paulista Claudio Willer.

ONDE OS FAMINTOS NÃO TÊM VEZ

“Sabe aqueles preços absurdos de festival de rock?”, pergunta o estudante de sociologia Ricardo Guimarães. “É sempre a mesma história, eles sabem que você não pode sair e aproveitam para cobrar o que bem entendem.”

O público reclama do alto preço dos alimentos nas praças de alimentação da Bienal. Comer um pedaço de pizza e tomar uma lata de refrigerante pode custar R$ 28.

Os comerciantes ouvidos pela Folha, no entanto, argumentam que o valor dos produtos vendidos no evento é o mesmo praticado nas lojas físicas das redes.

Há opções mais baratas de lanches, mas ainda que o número de pessoas nas primeiras horas da Bienal seja pequeno, a espera nas filas pode chegar a 15 minutos.

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