Silas Martí, na Folha de S.Paulo

Quedas recorrentes de energia causaram longas filas e danos a equipamentos na Bienal do Livro de São Paulo, que termina neste fim de semana no Anhembi. Faltou luz em quatro períodos de três a dez minutos num intervalo de menos de duas horas na tarde deste sábado (18).

Durante a falta de energia, frequentadores da Bienal ficaram no escuro dentro dos banheiros e nos corredores, com iluminação independente dos estandes. Vendas com cartão de crédito e débito deixaram de ser realizadas mesmo com a volta da energia, já que a demora de até dez minutos para restabelecer a luz causou longas filas.

Procurada pela reportagem, a Eletropaulo afirmou que não há panes elétricas detectadas na rede na região do Anhembi, na zona norte de São Paulo, mas enviou uma equipe ao local. A Read Exhibitions, empresa que organiza a Bienal do Livro, afirmou que houve picos no consumo e que, por isso, o disjuntor do Anhembi interrompeu o fornecimento elétrico da rede pública, acionando geradores.

“Já perdi dezenas de vendas por causa disso”, disse Tomás Adour, da editora Vermelho Marinho. “Além de ficar escuro, as pessoas não conseguem ver os livros. E leva uns dez minutos para a luz voltar.”

Segundo profissionais ouvidos pela Folha, também houve danos a equipamentos dos exibidores. Pelo menos oito computadores na sala destinada à imprensa queimaram. “Estou deixando de vender, clientes estão indo embora, e perdi um computador no meu estande”, disse Vitório Rocha, da Cia. do Livro.

Eventos, como contação de histórias, que estavam marcados para o início da tarde, também foram adiados para evitar que acontecessem durante o apagão. Exibidores também reclamam da alta tarifa que pagam pelo consumo de energia dentro do Anhembi, valor que chega em alguns casos a R$ 2.000 pelos 11 dias da Bienal do Livro.

Colaborou RAQUEL COZER, colunista da Folha

foto: Eduardo Knapp/Folhapress

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