Laura acredita que a leitura é a melhor forma de aprimorar a escrita. Foto: Divulgação

Laura acredita que a leitura é a melhor forma de aprimorar a escrita
Foto: Divulgação

Publicado originalmente no Terra.com

“Geralmente, eu sei o começo, o final e um pouco do meio”. É com essa determinação na cabeça que Laura Elizia Haubert começa a escrever, deixando que novos detalhes surjam para criar personagens e cenas de aventura. A autora, que assina os livros como L. E. Haubert, completou 16 anos no final do mês de julho e escreve contos desde os cinco.

Laura lançou seu primeiro livro em abril em um shopping na cidade em que mora, Rondonópolis, no Mato Grosso. Segundo a editora Novo Século, dos 1,5 mil exemplares da primeira tiragem, 70% já foram vendidos. Calisto é a primeira parte da Trilogia da Meia Noite e conta a história de três personagens: o herói, Draco; a elfa, Kali; e o cavaleiro de dragões, Lucas. Eles encontram insígnias mágicas que, quando usadas separadamente, já são destruidoras, mas juntas se tornam invencíveis. A busca pelas cinco insígnias, na tentativa de mantê-las, perpassa toda a trilogia.

O segundo livro da saga chama-se Sohuem e foi lançado na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto. “Foi um convite da editora para que eu pudesse me relacionar com os leitores, com os escritores. Foi mágico”, conta a menina. A terceira obra já está escrita e passa agora pela revisão. Laura já planeja uma nova série composta por dois livros. Enquanto ela escreve, ninguém pode ler: “É segredo de estado”, fala, entre risos. A escritora nascida no final dos anos 90 não gosta de escrever no computador, diz que a ideia flui melhor quando cria à mão.

Menina foi alfabetizada em casa, pela mãe

Laura começou a publicar suas histórias no ano passado, por meio de concursos nacionais de contos. Teve sete contos publicados. A ideia surgiu por pura curiosidade, algumas amigas diziam que ela escrevia bem, então resolveu participar. A autora não sabe dizer ao certo de onde vem sua inspiração, mas costuma ir semanalmente ao cinema e ler livros como Harry Potter, O Nome do Vento e O Ciclo da Herança. Para ela, a melhor maneira de aprimorar a escrita é com a leitura. “Ver os livros publicados é diferente, mas é uma coisa que eu sempre quis, é um sonho realizado”, diz.

“O primeiro livro é como o primeiro namorado: a gente nunca esquece. Só senti isso no dia em que ela nasceu”, diz Neusa Haubert, mãe de Laura. Neusa alfabetizou a filha aos dois anos e oito meses. Depois que a família mudou-se do Rio Grande do Sul para o Mato Grosso, mãe e filha ficavam sozinhas em casa, então Neusa brincava de “escolinha” com Laura. Assim, a menina aprendeu a ler, a escrever e recebeu noções de história e geografia. Dessa forma, a mãe procurava minimizar os problemas causados pelas dificuldades financeiras e de adaptação. “Foi um período muito difícil, mas eu tentei amenizar a dor com fantasia, com a mágica e ela amava. Dizia que ela era uma princesa”, conta. Para ela, a filha tem um dom, o que fez foi só dar um empurrãozinho.

dica do Chicco Sal

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