Fabiane Secches, na UpDate or Die

O ótimo post da Joana Gama Filho, publicado originalmente no Plush Blush – o lado feminino do Update or Die, merece estar por aqui também. Para quem ainda não leu e para quem quiser reler:

“Existe algo de fascinante no voyeurismo. Na sua essência o voyeurismo, – quando saudável – é apenas um desejo de conexão.” ~ Bem-Haim

 

 

Não sei quanto a vocês, mas toda vez que vejo alguém lendo no transporte público me estico tentando visualizar qual o título que está sendo devorado naquele momento. Geralmente desejo ser melhor amiga daquela pessoa só para passarmos o tempo conversando sobre esse e outros títulos, trocando experiências literárias, rindo dos fiascos da literatura, enfim… Sou daquelas que acha que todo mundo que lê é interessante, independente do quê está lendo. Pessoas que leem são imaginativas e eu adoro gente assim, por isso, acabei me viciando no blog Underground New York Public Library. Nele, a fotógrafa de 28 anos Ben-Haim posta fotos de leitores no metrô de Nova Iorque e não os julga, na descrição simplesmente escreve o nome e o autor do livro.

Em uma época onde os e-Reader e tablets invadiram o transporte público da cidade (quem esteve por lá nos últimos anos notou, com certeza!), seus modelos – que na maioria das vezes não sabem que estão sendo fotografados – optam por continuar lendo no bom e velho papel.

O mais legal é observar a postura que cada um adota durante a leitura em público. Ficam tão imersos em seu mundo particular que parecem esquecer de tudo o que acontece na correria da cidade. Suas fotos, muitas vezes, aproximam aquela ideia de estarmos lendo por cima dos ombros de alguém. Ben argumenta que ser capaz de ver o que um estranho está lendo nos dá a oportunidade de criar uma conexão e não simplesmente julgar o livro pela capa. Ler em público é se expor de maneira vulnerável.

 

De maneira simples, mas muito profunda, seu blog nos lembra da capacidade que os livros tem de nos enriquecer intelectualmente e criativamente, fazer com que nos comprometemos e, porque não, nos entreter.

“São pessoas que estão sozinhas, por vontade própria, e ler é o que que eles escolheram fazer”, diz Ben-Haim. “Quando você vê alguém desfrutando de algo por conta própria, [você pensa]: ‘Espere um minuto, talvez eu possa aproveitar isso também.’ ”

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