Guilherme Felitti, na Época Negócios

Começou a guerra pelos livros eletrônicos no Brasil. Quem saiu na frente foi a Apple. No começo da semana, os primeiros livros brasileiros já tinham sido avistados na iBookstore. Nesta quinta (25), a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), consórcio responsável pelos e-books de 6 editoras nacionais, formalizou o acordo com a Apple.

Donos de iPads, iPhones e iPods touch já podem comprar 1,5 mil títulos em português das editoras Objetiva, Record, Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta. Estima-se que um terço dos livros mais vendidos no Brasil venha do consórcio. Mas elas não são as únicas na iBookstore: é possível encontrar títulos de outras editoras não filiadas à DLD, como a Companhia das Letras, Arqueiro e LP&M. Autores como José Saramago, Paulo Coelho, Umberto Eco, Stephenie Meyer (da série “Crepúsculo”) e E.L. James (da série “50 tons de cinza”) estão disponíveis. Os livros ainda são cobrados em dólar.

O anúncio coloca ainda mais pressão na Amazon. Ainda que tenha começado a negociar antes, a gigante de e-commerce ainda enfrenta dificuldades para convencer as editoras nacionais. Há mais de dois anos, seu primeiro contato foi desastroso. A partilha proposta pelo preço dos livros foi considerada abusiva pelas editoras. Tanto que elas se uniram para peitar tais condições, formando a a DLD. A explicação na íntegra pode ser ouvida no meu comentário na CBN na semana passada.

A negociação emperrou e Google e Apple passaram na frente, ainda que tenham começado a conversar quase um ano depois. Tanto que o próximo acordo do tipo a ser anunciado será com o Google. O contrato está prestes a ser finalizado, afirmam editores ouvidos em off pela NEGÓCIOS. Se você tem um Kindle, vai ter que esperar um pouco mais pelos livros em português.

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