Publicado originalmente na Veja.com

J. K. Rowling pode ser admirada pelo sucesso da série Harry Potter e por ter superado dificuldades como mãe solteira. Mas seu primeiro romance adulto, The Casual Vacancy, lançado no final de setembro nos países de língua inglesa, não merece muita atenção, de acordo com uma crítica do jornal L’Osservatore Romano, publicação da Santa Sé. Para o periódico, o livro “não convence” e a perspectiva de Rowling é “decepcionante”. A resenha apresenta uma breve sinopse do livro, sem dar destaque a assuntos que causariam desconforto a membros da Igreja Católica, como sexo casual, drogas e autoflagelação.

De acordo com o britânico The Telegraph, o jornal do Vaticano também elogia a criadora de Harry Potter por ter doado para a caridade parte do lucro da série do menino bruxo em 2011, mas nem isso o faz ver com olhos complacentes a estreia da escritora no universo adulto.

O jornal do Vaticano foi um verdadeiro entusiasta dos livros de Harry Potter. Em janeiro de 2008, dedicou uma página inteira a um debate filosófico sobre a pertinência de Potter como herói para as crianças. Nos anos seguintes, elogiou a moralidade e a defesa da amizade e do sacrifício contido nos filmes. Desde 2007, quando Bento XVI foi indicado papa, o periódico L’Osservatore Romano, fundado em 1861, tenta uma aproximação com a cultura popular.

O romance de JK, que chega às livrarias brasileiras em dezembro com o título de Uma Morte Súbita, já foi alvo de controvérsia na Índia, onde sofreu ameaças de banimento em outubro, pela descrição que faz de uma personagem da comunidade sikh. Por aqui, a obra será lançada pela editora Nova Fronteira.

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