Renan Antunes de Oliveira, no UOL

Estudantes fizeram cartazes durante “ato pela paz” na escola de Isadora Faber

A direção da escola municipal Maria Tomázia Coelho, de Florianópolis (SC), promoveu nesta segunda-feira (12) um “ato pela paz” reunindo cerca de 600 alunos e 40 professores para acalmar os ânimos entre as turmas pró e contra Isadora Faber, 13, a aluna da 7ª série autora do polêmico “Diário de Classe”.

Só faltou a estrela: Isadora estava em São Paulo, participando de um seminário de publicidade. Ela falou de sua experiência com o Diário também para cerca de 600 pessoas, mas todas adultas, no Instituto Tomie Ohtake.

O ato foi encenado na frente da escola pela manhã e repetido à tarde, com execução do hino nacional e hasteamento de bandeiras e uma colega de Isadora leu um discurso pela paz. O secretário de Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz, participou da manifestação.

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A tensão na escola com os posts dela chegou ao seu ponto máximo quando seu pai, Christian Faber (48), bateu boca com o pintor Francisco da Costa (47) na porta da escola, no início da semana passada. Os dois registraram boletins de ocorrência.

Isadora também sofreu ameaças de colegas e chegou a ter a casa apedrejada. Agora, ela não vai mais sozinha à escola.

Costa diz que foi contratado pela escola para pintar a quadra esportiva, no ano passado, mas nunca concluiu o serviço. Alegou doença e disse que quando puder vai terminar a obra –falta riscar o chão da quadra delimitando as canchas de vôlei e futebol de salão.

Posts incomodam

O próprio secretário de Educação reclamou da repercussão que o caso ganhou.

“O governo construiu nove quadras esportivas e dez ginásios em sete, mas bastou esta menina dizer que a fechadura do banheiro estava quebrada para o caso sair de proporção, hoje só se fala que o sistema está sucateado, diz. Pelo amor de Deus, vão lá ver que escola bonita ela tem. Agora ela disse que precisa ser toda pintada, mas não é bem assim. A quadra está mal riscada? Está, mas não é tão ruim assim”.

Mesmo assim, Pinto da Luz afirmou que conversou com os pais de Isadora na última sexta-feira (9). “Eu pedi para eles desarmarem o espírito, ninguém quer fazer mal para a filha deles, escola não é local de violência”. Ele ainda não falou com o pintor Francisco – que mora a 600 metros da casa dos Faber.

A manifestação pela paz é a reedição de um ato anterior, quando surgiram as denúncias de Isadora. Os professores dizem que os posts da menina têm incomodado e que não refletem a realidade da escola.

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