MARCO RODRIGO ALMEIDA, na Folha de S. Paulo

Nem mesmo as mais de mil páginas do nono e último volume de “Cavalo de Troia”, publicado no Brasil pela Planeta no final de 2011, foram suficientes para destrinchar todos os mistérios da série.

Depois de concluir sua principal obra, o escritor espanhol J.J. Benítez, 66, prepara mais dois livros sobre Jesus Cristo.

O primeiro deles, “Jesus de Nazaré: Nada É o que Parece”, sai no próximo dia 20, na Espanha, e mostra um Cristo humano e contraditório, diferente da imagem difundida pela Bíblia.

No final de outubro, Benítez veio ao Brasil participar da Feira do Livro de Porto Alegre (RS) e de sessões de autógrafo em cidades brasileiras.

Durante a passagem por São Paulo, ele comentou que vai retomar personagens da série “Cavalo de Troia” no novo livro, “O Dia do Relâmpago”, previsto para 2013.

SÉRIE “VERÍDICA”

Iniciada em 1984, a série conta a história de dois pilotos da Força Aérea Norte-Americana que viajam no tempo e acompanham a vida de Jesus.

Parece ficção, mas Benítez jura que tudo é verdade. Conta que, em 1980, foi procurado por um major que dizia ter em seu poder um documento supersecreto em que narrava a experiência.

A partir desses textos, Benítez afirma ter construído os nove títulos da série.

O novo livro vai retratar a participação do major na Guerra de Yom Kippur (1973), conflito entre Israel e países árabes. Isso é praticamente tudo o que Benítez revela do novo projeto.

Ele é uma espécie de “caçador de mistérios” e sabe muito bem preservar os seus.

Resume em um lema a essência de sua carreira: “Estamos cercados de mentiras. Confia apenas em ti mesmo, e pouco”.

O primeiro livro dele, “Existiu Outra Humanidade” (1975), relançado em março pela Planeta, defende que, há milhões de anos, o planeta foi habitado por uma civilização que desenvolveu técnicas de voo e transplante de órgãos.

EXTRATERRESTRES

Benítez começou a carreira aos 20 anos, como jornalista. Durante uma reportagem no Peru, em 1974, diz ter visto dois objetos em forma de discos voadores.

A partir de então, tornou-se um obstinado pesquisador de fenômenos extraterrestres. Afirma que teve mais uns quatro ou cinco contatos com óvnis, inclusive em São Paulo, nos anos 1980.

“Era uma noite nublada. Então o céu se abriu e apareceu um objeto branco, redondo”, relembra.

Em 1996, visitou Varginha, sul de Minas Gerais, para investigar o suposto caso de aparição de ETs.

“Acredito que as criaturas que pousaram ali foram levadas para bases militares dos norte-americanos.

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