Dalton Trevisan posa para o Jornal da Tarde em 1968, época em que dava entrevistas com prazer. (Foto: AE)

Cassiano Elek Machado, na Folha de S.Paulo

Avesso a aparições públicas desde o início de sua carreira, o escritor Dalton Trevisan, 87, honrou sua tradição. O autor curitibano não compareceu nesta quarta (12) ao evento onde receberia a maior distinção literária da língua portuguesa, o Prêmio Camões, dado pelos governos de Portugal e Brasil desde 1988.

A vice-presidente da editora Record Sonia Machado recebeu o prêmio em nome do escritor e leu um fax enviado por ele.

“Os muitos anos, ai de mim, já me impedem de receber pessoalmente o prêmio”, diz Trevisan, em um trecho da carta, que manifestou espanto por receber o que chamou de “o prêmio dos prêmios”, que lhe rendeu 100 mil euros.

Com a ausência do “Vampiro de Curitiba”, como é apelidado, o evento na Biblioteca Nacional, no Rio, foi uma festa da editora Record, que o publica.

O grupo editorial, um dos maiores da América Latina, comemorou na ocasião seus 70 anos.

Além de exibir um vídeo em que várias personalidades da cultura brasileira falavam sobre a Record, foram feitas homenagens a alguns autores da casa, como Marina Colasanti e Eduardo Spohr, que ganharam o prêmio Recordista, dado pela editora aos que vendem mais de 100 mil exemplares por ano.

A editora anunciou no evento a doação de 70 mil livros para a Biblioteca Nacional e algumas ações, como a venda com preços promocionais de 70 livros de sucesso, como “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez.

A Record, que é composta hoje por 13 selos diferentes, fará ainda 70 debates em 7 capitais nacionais.

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