Flora Rabelo, no TechTudo

O magistério, em teoria, é uma tarefa gratificante. Ensinar valores importantes às crianças e saber que o que é dito em sala de aula pode influenciar e até mesmo mudar de maneira positiva a vida de muitas pessoas prova que essa é, também, uma profissão de grande responsabilidade. Na prática, no entanto, nem sempre é assim. Por isso, confira as maiores gafes de professores nas redes sociais que acabam tomando proporções fora do normal.

Uma relação entre alunos e professores ideal envolveria, no mínimo, respeito mútuo. Para alguns é possível, ainda, ir além: amizade e brincadeiras que poderiam gerar um ambiente mais saudável e menos maçante. O problema é quando a intimidade é mal vista por pais. Foi o que aconteceu com Artes Bill Doyle, professor de uma escola em San Diego, Estados Unidos. Ele e seus alunos tinham um relacionamento tão amigável que quando uma foto sua com uma de suas alunas simulando um “tapinha” um tanto sugestivo foi parar no Facebook, muitos pais ficaram surpresos e irritados.

Artes Bill Doyle com uma de suas alunas (Foto: Reprodução)
Artes Bill Doyle com uma de suas alunas (Foto: Reprodução)

Na maioria das vezes, contudo, os problemas não provêm da boa relação entre professores e alunos, mas sim de outras situações diversas. Uma professora de uma escola primária de Chicago, cidade americana, achou graça do cabelo de uma de suas alunas de 7 anos e resolveu publicar uma foto em sua página do Facebook a fim de mostrar para seus amigos. Todos riram muito e alguns comentários incluíram dizeres um tanto maldosos. A diversão acabou quando a mãe da menina descobriu e decidiu processar a educadora. A garotinha, por sua vez, declarou ter ficado muito chateada com toda a circunstância.

Outro evento bastante perturbador aconteceu em Nova York com um professor chamado Chadwin Reynolds. Ele parecia ter um grande interesse em seus alunos, especialmente se fossem do sexo feminino. O homem adicionava suas alunas na rede social Facebook e deixava comentários inapropriados, dizendo como elas estavam sensuais. E não parou por aí, o educador chegou a mandar mensagens de texto para uma delas e flores para outra. Ele foi, obviamente, demitido.

Alguns limites entre alunos e professores não devem nunca ser ultrapassados, principalmente da forma que Chadwin Reynolds o fez. Mas, quando se trata da relação entre educadores e escolas, muitas vezes surgem dúvidas no que diz respeito à privacidade do professor e em como a vida deles fora da sala de aula influencia a imagem da instituição em que trabalham. Em Milton Keynes, Inglaterra, seis professoras tiveram um problema sério ao publicarem fotos simulando uma dança conhecida como pole dancing, considerada bastante sensual. As configurações da rede social delas não estavam no modo privado, permitindo que muitos pais vissem as imagens e ficassem contrariados.

Professora se encrenca após noite de bebidas (Foto: Reprodução)
Professora tira foto do lado de uma stripper (Foto: Reprodução)

Outras duas situações semelhantes aconteceram nos Estados Unidos. Ginger D’Amico, uma professora de Illinois, foi suspensa de seu emprego após publicar uma foto sua com uma stripper na rede social Facebook. A imagem foi tirada em uma despedida de solteiro que ela ofereceu em sua casa para outra colega de profissão. A mulher foi a única suspensa, pois só era possível ver seu rosto na foto. As demais professoras, no entanto, foram repreendidas. D’Amico entrou na Justiça e ganhou o direito de receber o pagamento referente ao tempo de sua suspensão.

Na Geórgia, outro estado americano, Ashley Payne perdeu seu emprego após publicar uma foto em sua página do Facebook segurando bebidas alcoólicas. A imagem tratava-se apenas de um registro de suas férias na Europa e, com exceção das bebidas, que alguns pais não consideram apropriado, não exibia nenhum conteúdo impróprio. Apesar de a professora ter suas configurações privadas, alguma pessoa mal-intencionada que tinha acesso às informações contidas no perfil dela enviou as fotos através de um e-mail para o diretor da escola em que a moça trabalhava. Payne agora luta na Justiça para ter seu emprego de volta.

Ashley Payne foi demitida após publicar fotos de suas férias no Facebook (Foto: Reprodução)
Ashley Payne foi demitida após publicar foto segurando bebidas alcoólicas (Foto: Reprodução)

Outras situações constrangedoras podem surgir através do uso de redes sociais. Alguns professores, por exemplo, usam o Facebook como forma de desabafo e acabam se dando mal. Uma professora primária, do estado de Nova Jersey, foi suspensa após chamar seus alunos, de apenas 7 anos, de “futuros criminosos” em sua página pessoal. Ainda no mesmo estado, outra educadora, Christine Rubino, teve que lutar para manter seu emprego depois de fazer uma piada de mau gosto também na rede social de Mark Zuckerberg. Em um passeio à praia oferecido pela escola em que trabalhava, uma aluna de 12 anos morreu tragicamente depois de se afogar. A professora, então, publicou em sua página que odiava seus alunos e também que pensava em levá-los para o litoral. Rubino afirmou ainda que mesmo que tivesse tido a chance de jogar um colete salva-vidas para a garota que se afogou, não o faria nem por um milhão de dólares. Os pais da adolescente ficaram irritados com os comentários e a situação foi parar na Justiça.

Após todos esses relatos, é melhor pensar duas vezes antes de publicar qualquer coisa em alguma de suas redes sociais, principalmente se você for professor. O aviso também vale para desempregados, visto que alguns chefes avaliam os sites de relacionamento dos candidatos antes de entrevistas de emprego.

Via The Week

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