Publicado no O Diário

 

“O Hobbit de A a Z”, da jornalista Sarah Oliver, conta os bastidores da história escrita por J.R.R. Tolkien que chega às telonas / Foto Divulgação

Os apaixonados pela obra do escritor britânico J.R.R. Tolkien terão mais um motivo para mergulhar na fantasia de Hobbit. Com a estreia do primeiro filme da trilogia na última sexta-feira a editora Universo dos Livros colocou simultâneamente nas livrarias “O Hobbit de A a Z”,  um guia completo escrito pela jornalista Sarah Oliver sobre os bastidores e segredos por trás dos filmes dirigidos por Peter Jackson.

 

Para deleite dos fãs “O Hobbit de A a Z é” é um livro indispensável para entender todas as etapas da adaptação cinematográfica. Dos detalhes do set de filmagem na Nova Zelândia, a coreografia, os testes de elenco, os treinadores de voz, as locações e os dublês usados nas cenas de batalhas.

Na história de O Hobbit, o mago Gandalf e os 13 anões que formam sua companhia contratam Bilbo Bolseiro para uma jornada até a Montanha Solitária, onde tentarão recuperar os pertences dos anões que foram roubados pelo dragão Smaug. É nessa aventura que Bilbo encontra o Anel que desencadeia a trilogia de “O Senhor dos Anéis”.

“O Hobbit de A a Z” traz ainda  em primeira mão depoimentos do diretor e dos atores que interpretam os personagens do filme, como Alfrid, Azog, Bain, Radagast, Elrond, Fili, Galadriel, Gollum e Smaug – o dragão gerado por computador, com a voz de Benedict Cumberbatch.  E, é claro, os protagonistas Bilbo Bolseiro – o ator Martin Freeman quando  jovem e Ian Holm na sua velhice – e Gandalf, o mago de barba branca vivido por Ian McKellen.

Cada capítulo é procedido da seção “Você Sabia”, com curiosidades sobre as filmagens e os atores, como a de que enquanto filmavam no Condado, uma das vacas decidiu que não queria mais aparecer no filme e saiu em disparada, obrigando um membro da equipe a correr atrás do animal para a cena ser refilmada.

Já o ator Christopher Lee, de 90 anos, que interpreta Saruman é a única pessoa do elenco que conheceu Tolkien pessoalmente. E Andy Serkis imitou o som que seu gato fazia ao tossir bolas de pelo para criar a voz de Gollum. Outra curiosidade é que o chefe tribal dos Maori Iwi não queria que a filmagem fosse realizado no Monte Ngauruhoe e nas montanhas ao redor por considerá-los lugares sagrados.

Com acesso aos sets de filmagens e entrevistas coletivas, Sarah Oliver relata também as dificuldades enfrentadas pela produção.  Antes de efetivamente começar em 28 de março de 2011 foram sucessivos os atrasos e, por muitos anos, existiu a possibilidade dos filmes não saírem do papel.

Hobbit seria dirigido a princípio por Guilhermo Del Toro, que abandonou o projeto exatamente porque estava preocupado com o cronograma, pois precisava se envolver em outros projetos. As gravações dos filmes foram divididas em três partes, num total de 254 dias de filmagens, para que o elenco pudesse tirar algumas folgas para se recuperar – a primeira no Galpão-K, no Stone Street Studios, na cidade Wellington, capital da Nova Zelândia, a segunda, em locações, e a terceira, novamente no estúdio.

A segunda parte, “O Hobbit – A Desolação de Smaug”, tem estreia marcada para 13 de dezembro de 2013. O último filme, “O Hobbit – Lá e de Volta Outra Vez” chega às telas em 18 de julho de 2014, encerrando a trilogia – todos sendo filmados em 3D digital com a última tecnologia em câmera e som.

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