Para especialistas, não é o momento de relaxar nos estudos, principalmente aqueles que têm provas em janeiro e fevereiro

Publicado em O Globo

Muitos concursos de peso, como os da ANP, Ibama, INPI e CNJ, estão com provas agendadas para o mês de janeiro ou para a primeira semana de fevereiro. E, nesta reta final de preparação, muitos candidatos se perguntam se devem ou não dar uma parada e tirar uma ou duas semanas de folga, devido às festas de Natal e Ano Novo, ou se é melhor conciliar os estudos com os preparativos e comemorações.

É preciso ter muita calma e, segundo os especialistas, o melhor a fazer é não relaxar nos estudos por causa das festas de fim de ano. Para Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, esse frisson de compras de Natal, programação de réveillon, e festas e mais festas, pode tirar o foco de muitos candidatos. Principalmente para aqueles que estão com prova marcada para janeiro ou início de fevereiro, diz Estrella, não é hora de parar, já que duas semanas pode colocar os concurseiros atrás de muitos concorrentes — que não vão parar de jeito nenhum.

— Talvez essa seja a hora que vai fazer a diferença na sua prova. Claro que uma pausa para a ceia de Natal e de Ano Novo com família é sempre bom, mas nada além disso. Deixe para curtir as próximas festas de fim de ano já com a aprovação confirmada, dinheiro no bolso e a estabilidade garantida. É só mais um pouquinho de sacrifício. Não é possível o candidato lutar o ano inteiro, ou quase isso, para desanimar na reta fina.

Leonardo Pereira, diretor do IOB Concursos, é mais enfático. A dica que dá para quem tem provas agendadas para janeiro ou fevereiro é a seguinte: parar, só no carnaval!

— É hora de tudo ou nada, final de campeonato, decisão de clássico! Certamente irá se sobressair quem não der moleza ao cérebro. Se parar para as festas, vai ser complicado retomar o ritmo. Se for para entrar o ano com pé direito, tem que ser estudando tudo o que for possível!

Outro detalhe notado por Paulo Estrella é que a chegada das férias da faculdade e, em muitos casos, do trabalho, em vez de trazer benefícios, como mais tempo para a pessoa estudar na reta final de muitos concursos, acaba provocando um abandono quase que total dos livros em muitos casos. O que, na opinião do professor, não pode acontecer de jeito nenhum:

— Estive conversando com alguns alunos sobre esse comportamento, que vem me alarmando muito. Alguns disseram estar cansados do ritmo alucinante que as aulas impõem, ao estudo estafante que pode já estar se arrastando há longos meses ou até anos, outros porque é preciso mesmo parar para a “máquina” não pifar. Concordo, mas só em parte. Aliás, uma parte bem pequena. Nesse caso, só para quem não tem prova marcada. Aí, sim, vale a pena parar para relaxar um pouco e para não causar danos à máquina.

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