1Gilberto Dimenstein, no Bol Notícias

Não sei se vai dar certo -aliás, ninguém sabe-, mas tenho certeza de que uma escola que será lançada neste mês na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, vai chamar atenção de educadores no mundo.

É de uma ousadia extrema o Ginásio Experimental de Novas Tecnologias (mais detalhes aqui).

Lá, o professor deixa de ser professor como conhecemos. Passa a ser um tutor. Os estudantes terão acessos a conteúdos digitais, onde se pode organizar seu próprio aprendizado, escolhendo diferentes caminhos.

Os programas de computador conseguem detectar as fragilidades dos estudantes – e, assim, propor exercícios de reforço.

Detectadas as fragilidades, o professor-tutor reúne alunos em pequenos grupos, oferecendo uma ajuda personalizada.

Lá não tem séries nem classes com cadeiras enfileiradas.

A escola são grandes salões onde se misturam alunos das mais diferentes idades com os mais diferentes tipos de curiosidades.

É daquelas experiências que todos devemos prestar atenção para aprender com os erros e acertos.

Já vale só pela coragem de tirar do papel, numa favela, o que os mais inovadores educadores do mundo recomendam como a escola do futuro.

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