Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Uma recente aprovação de 47 bolsas para tradução de obras brasileiras no exterior, a ser divulgada no “Diário Oficial da União”, fez o programa de apoio à expansão da literatura da Fundação Biblioteca Nacional chegar a 400 bolsas concedidas desde 1991.

Na época, três anos antes da primeira homenagem ao Brasil na Feira de Frankfurt (1994), a FBN começou a oferecer quantias em dinheiro a editoras estrangeiras interessadas em publicar nossos autores.

As bolsas hoje podem chegar a US$ 8.000 e incluem apoio para edição em países lusófonos.

O efeito Frankfurt foi forte. Das 400 bolsas, 290 foram pedidas e aprovadas a partir de 2010, quando o Brasil foi anunciado como convidado de honra deste ano. A média passou de seis a 72,5 bolsas por ano.

Não significa que outros países estejam tomados por obras brasileiras como nós temos sido por romances policiais nórdicos.

Primeiro, porque traduções demoram. As 224 bolsas concedidas pela atual gestão da FBN, desde meados de 2011, renderam, por ora, 35 títulos lançados –o número deve se multiplicar até outubro, mês da feira.

Além disso, são editoras pequenas, de alcance restrito, que costumam pedir apoio. É raro um caso como o de Marcelo Ferroni, que teve “Método Prático da Guerrilha” lançado por uma casa poderosa como a Suhrkamp (Alemanha).

E os lançamentos, de nomes como João Paulo Cuenca, João Almino e Clarice Lispector, se pulverizam por países. A maior concentração é na Romênia, com seis livros lançados, sendo cinco pela mesma editora. Depois vem a Alemanha, com cinco obras.

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