Publicado por Terra

O esforço ao longo de 2012 rendeu à estudante Luiza Leite Vanzin a aprovação no vestibular para Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o primeiro lugar do mesmo curso no turno da tarde da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Com o bom desempenho, a jovem ainda ganhou uma bolsa de estudos para cursar a graduação na universidade privada.

Na PUC-RS, atualmente 129 alunos têm isenção total na mensalidade. Segundo a pró-reitoria acadêmica da universidade, o objetivo é captar e manter nas turmas alunos com alto desempenho, o que ajuda a qualificar a formação geral. O projeto existe desde 2007 e, no último vestibular, disponibilizou 53 novas bolsas para os melhores colocados.

Na corrida pelo vestibular – em que as instituições públicas são o desejo de grande parte dos candidatos -, conquistar a isenção ou um bom desconto em uma universidade privada é um alívio no bolso. No curso de Direito da PUC-RS, significa economia de cerca de R$ 81 mil, divididos em dez semestres, ou cinco anos.

Para estudar medicina, a bolsa se torna ainda mais atrativa, já que o valor total passa de R$ 151 mil. Luiza conta que muitos colegas de pré-vestibular estudavam para provas de medicina de olho em bolsas mérito. “Como é bem difícil passar na federal, a bolsa integral na universidade privada acaba sendo mais uma opção, e muita gente estuda com o objetivo de tirar o primeiro lugar”, conta.

A estudante gaúcha acabou optando pela UFRGS, e sua bolsa vai para o segundo colocado na prova. “Meu objetivo sempre foi passar na federal. Ainda assim, eu queria ir bem na PUC porque sabia que, se ganhasse a bolsa, poderia ir mais tranquila para a prova da UFRGS. Se eu não conseguisse, ao menos uma vaga estaria garantida”, diz.

Entre os motivos pelos quais a jovem 16 anos optou pela federal está a boa colocação que o curso de Direito obteve na taxa de aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em que alcançou o quinto lugar. “A conquista da UFRGS foi o que eu realmente queria e o que me fez feliz”, comemora.

Em Pernambuco, bolsa prêmio cede espaço a outras iniciativas

Além das bolsas integrais, há possibilidade de conquistar vagas com desconto. Na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), alunos aprovados em primeiro lugar têm isenção total no valor da primeira parcela do semestre. A faculdade arca com 25% das despesas de mensalidade nos meses seguintes. No curso de engenharia química, cujo valor do crédito, de R$ 979,57 (referente a 2012), é o mais alto da graduação, uma bolsa significaria economia de R$ 244 todos os meses, depois da primeira parcela.

A universidade costumava ceder bolsa integral ao primeiro lugar, seguida de descontos menores para os segundos e terceiros colocados, mas decidiu restringir a política de bolsa prêmio para dar espaço a outras iniciativas de assistência. Segundo a pró-reitora de ensino acadêmico, Aline Grego, a decisão permitiu aumentar o número de bolsistas de outros programas na universidade – atualmente, cerca de 50% dos alunos recebem algum tipo de benefício. Apenas os alunos de licenciaturas não recebem isenção por bom desempenho, já que o valor dos créditos do curso já tem abatimento.

A iniciativa de premiar os melhores colocados das outras faculdades, no entanto, não deve perder força. “A bolsa prêmio é uma recompensa a alguém que se esforçou para mostrar competência. É um projeto que deve continuar”, diz.

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