Guilherme Tagiaroli, no UOL

Leitor de livros eletrônicos Kindle Paperwhite começa a ser vendido no Brasil nesta terça-feira; companhia diz que tecnologia do aparelho não cansa a visão ao ler livros eletrônicos em ambientes pouco iluminados (Divulgação)

Leitor de livros eletrônicos Kindle Paperwhite começa a ser vendido no Brasil nesta terça-feira; companhia diz que tecnologia do aparelho não cansa a visão ao ler livros eletrônicos em ambientes pouco iluminados (Divulgação)

A Amazon, empresa de comércio eletrônico, começa a vender nesta terça-feira (19) o leitor de livros eletrônicos Kindle Paperwhite no mercado brasileiro. Ele será vendido em duas versões: uma com conexão à internet Wi-Fi (R$ 479) e outra com Wi-Fi e “3G ilimitado” (R$ 699) – esta última versão permite acessar, sem taxas adicionais, a loja online da companhia e alguns poucos sites. Os aparelhos estarão disponíveis na loja da Amazon brasileira e em alguns varejistas.

Uma peculiaridade da versão com 3G é que não é necessário comprar o chip de uma operadora para que ele funcione ou pagar uma mensalidade para a Amazon. Ao comprar o aparelho, o usuário poderá navegar gratuitamente pela loja de livros da companhia em mais de cem países sem ter de pagar nada por essa conexão. “Temos um contrato com operadoras globais que nos permite vender aparelhos 3G que funcionam em diversos lugares do mundo”, explicou Alex Szapiro, diretor da Amazon do Brasil.

Não são todos os sites que o dispositivo acessa com a conexão 3G. Durante o teste, foi possível acessar, por exemplo, a versão em português da Wikipedia. Ao conectar-se em uma rede Wi-Fi, é possível acessar outras páginas. No entanto, por não ser um dispositivo feito para navegar na internet (trata-se de um leitor digital), a experiência é bem limitada comparada a um tablet ou a um smartphone.

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Paperwhite
Além da conexão 3G, o Paperwhite tem uma tela diferente daquela disponível no Kindle já vendido no Brasil: com ela, é possível ler em ambientes escuros ou mesmo em locais muito claros, como uma praia. Isso ocorre em função de uma tecnologia patenteada pela Amazon. Em vez de a luz do aparelho refletir no rosto do usuário (como ocorre em tablets e telas LCD, em geral), diz a empresa, a luz irradia na própria tela sensível ao toque de seis polegadas do dispositivo.

Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, mostra o Paperwhite em evento realizado em 2012 nos EUA

Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, mostra o Paperwhite em evento realizado em 2012 nos EUA

De acordo com a Amazon, o leitor digital também conta com uma bateria maior que a do modelo que começou a ser comercializado no Brasil em dezembro de 2012. Lendo em um ritmo de 30 minutos por dia, a bateria do aparelho dura até oito semanas.

O e-reader conta com 2 GB para armazenamento de arquivos. Isso faz com que o usuário possa colocar até 1.100 livros no leitor eletrônico.

“Com o lançamento do Paperwhite, completamos o portfólio de leitores digitais no Brasil”, disse Szapiro. Questionado sobre os outros aparelhos da marca, o executivo disse que há planos para trazer os tablets Kindle Fire, porém não há uma previsão de data.

Amazon no Brasil
A loja eletrônica de livros da Amazon estreou no Brasil no início de dezembro de 2012. A empresa diz que agora já disponibiliza mais de 16 mil títulos em português, sendo 2.500 gratuitos. Além disso, há na loja brasileira 1.600 livros digitais em outras línguas.

O Kindle Paperwhite chega ao mercado brasileiro para concorrer diretamente os dispositivos da canadense Kobo, comercializados pela Livraria Cultura. O leitor digital Glo (que também conta com tecnologia que permite ler em locais pouco iluminados) tem preço sugerido de R$ 449 e só é vendido com a versão Wi-Fi.

Mercado de leitores eletrônicos
De acordo com recente levantamento da consultoria IDC, leitores digitais poderão ser canibalizados por tablets comercializados a preços competitivos. A categoria, diz a companhia, vendeu 26,4 milhões de unidades em 2011. Houve um declínio em 2012, atingindo 18,2 milhões de unidades comercializadas. Em 2013 e 2014, o número deve crescer “modestamente”, antes de começar um declínio permanente e gradual em 2015.

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