Debora Blezer, na revista Cifras

Livros são verdadeiras fontes de inspiração para as pessoas. Clássicos da literatura, filosofia, religião, entre inúmeros outros temas, possuem um valor inestimável para seus leitores. Como todas as artes estão ligadas, o mundo da música também é bastante influenciado pela leitura. Muitas das melhores canções da história foram inspiradas nos livros favoritos de seus compositores.

A Revista Rolling Stone fez uma seleção com os dez livros que abriram a mente de alguns artistas.

Confira e aproveite as sugestões de leitura.

Neil Young – As Brumas de Avalon

Em sua autobiografia lançada em 2012, Neil Young revela alguns de seus favoritos na música e no cinema. O cantor também fala de literatura e aponta seu livro preferido: As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley. “Há muito neste livro que tem a ver comigo pessoalmente”, conta.

Jay-Z – The Seat of the Soul

O rapper aponta The Seat of the Soul, do norte-americano Gary Zukav, como seu livro predileto. Na obra, o autor argumenta que a alma desenvolve de acordo com o desenvolvimento dos poderes latentes de uma pessoa. Jay-Z diz ter se inspirado muito com o livro. O livro ainda não ganhou edição brasileira.

Nick Cave – O Evangelho Segundo Marcos

A influência da religião é notável na carreira de Nick Cave, e não surpreende que um de seus textos preferidos seja O Evangelho Segundo Marcos, segundo livro do Novo Testamento. Cave tem uma interpretação bastante interessante sobre o livro, dizendo que este é o único evangelho em que Cristo é mostrado comprometido com sua luta épica, em vez de só observar calado o que acontecia. Existem vários livros que analisam detalhadamente este evangelho, como este escrito por Steiner.

Mandy Moore – Um Amor Para Recordar

A cantora leu Um Amor Para Recordar, escrito pelo romancista Nicholas Sparks, ao ser escolhida para interpretar a protagonista Jamie no cinema (no filme Um Amor Para Recordar). A obra tornou-se o livro de cabeceira da cantora.

Mick Jagger – O Mestre e a Margarida

O Mestre e Margarida é um dos preferidos do vocalista dos Rolling Stones. O romance de Mikhail Bulgakov explora a visita do diabo a cidade ateia de Moscou. O livro foi um presente de Marianne Faithfull, quel Mick namorou entre 1966 e 1970, e até serviu de inspiração para a música “Sympathy for the Devil”.

Robert Smith – O Estrangeiro

O hit polêmico do The Cure, “Killing an Arab”, sempre foi associado com racismo e preconceitos contra árabes, mas a verdade é que Robert Smith quis reunir os melhores momentos de angústia espiritual capturados pela obra O Estrangeiro, de Albert Camus, um de seus livros prediletos. A canção não integra mais o repertório do The Cure e nem foi inclusa nas reedições especias do álbum.

Beyoncé – Waiting to Exhale

Seu livro de cabeceira é Waiting to Exhale, de Terry McMillan, cuja adaptação para o cinema ganhou o título de Falando de Amor. É um livro sobre amigas que perdem a esperança em encontrar o homem de seus sonhos.

Morrissey – Junto a Grand Central Sentei-me e Chorei

Ele trabalhou em biblioteca e é completamente devoto do escritor Oscar Wilde, mas seu livro preferido é By Grand Central I Sat Down and Wept, ou em português, Junto a Grand Central Sentei-me e Chorei, de Elizabeth Smart. Trata-se de um romance no formato de poesia em prosa sobre o affair da autora com o poeta George Baker, com quem foi casada. A obra, publicada em 1945, foi considerada um clássico do gênero.

Jack White – Harpo Speaks

Para o músico, o livro que fica no topo de sua lista é Harpo Speaks, autobiografia de Harpo Marx (dos irmãos Marx) escrita em parceria com Rowland Barber. Nas palavras de Jack White: “É o melhor livro que já li, apesar de que não ser para qualquer um”. Detalhe: Harpo era o personagem que nunca falava nos filmes dos irmãos.

Cazuza – O Lobo da Estepe

Em uma entrevista para uma revista adolescente nos anos 80, o cantor brasileiro declarou que O Lobo da Estepe, de Herman Hesse, era seu livro favorito. Mais: tinha mudado sua vida. O livro conta a história de Harry Haller, um alcoólatra de cinquenta anos, intelectualizado, angustiado e que não vê saída para sua tormentosa condição. É um dos clássicos do escritor.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments