Estudantes simbolizaram o luto pelo fim do sonho de formação em medicina.
Eles reclamam da falta estrutura no curso e da indefinição sobre estágios.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Publicado por G1

Cruzes e roupas pretas simbolizando luto marcaram um protesto realizado, na tarde desta quarta-feira (24), pelos estudantes do curso de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que estão completando 40 dias em greve. Eles reclamaram da falta de estrutura do curso e da demora para a aprovação do acordo de estágios nas unidades de saúde da cidade. Em nota, a Prefeitura afirmou que o anteprojeto está sendo elaborado pelo setor jurídico e deve ser encaminhado aos vereadores na próxima semana.

A manifestação aconteceu nas ruas do campus. Os alunos caminharam vestidos de preto e com cruzes representando o fim do sonho de formação em medicina. Eles também levaram uma faixa criticando o Ministério da Educação (MEC) pela situação do curso.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto
de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Também houve a leitura de um obituário simbólico sobre os projetos ideais da educação médica no país. Em seguida, as cruzes foram colocadas no terreno da Praça da Bandeira.

O MEC informou, em nota, que a pauta de reivindicações dos estudantes foi debatida com a universidade e os pontos já foram equacionados. “O entendimento sobre a realização de estágios na rede municipal, porém, depende da ultimação de tratativas entre o executivo municipal e a Câmara dos Vereadores”, dizia um trecho do comunicado.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o anteprojeto ainda está sendo elaborado pelo setor Jurídico para ser enviado à Câmara, já que o acordo com a UFSCar prevê mudança na jornada de trabalho dos médicos.

“Para isso, é necessário uma análise do plano de carreira dos profissionais para que não haja nenhum entrave”, informou a assessoria. A previsão é que o projeto seja enviado na próxima semana para votação dos vereadores.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Greve
Os estudantes de medicina da UFSCar entraram em greve no dia 15 de março, já que havia falta de estrutura para continuarem estudando. Estágios paralisados nos postos da cidade, falta de professores, atraso na entrega de laboratórios e internatos em outras cidades foram os principais problemas apresentados.

No dia 5 de abril, a Prefeitura e a universidade entraram em um acordo para o novo contrato para o credenciamento de médicos preceptores, que orientam os alunos nos postos de saúde. Porém, 19 dias depois, o projeto ainda não foi aprovado pela Câmara de Vereadores, o que gerou reclamações dos estudantes..

Eles também cobram um posicionamento do Ministério da Educação (MEC) sobre os problemas do curso, que não teria estrutura. Segundo eles, faltam professores e a entrega do 2º departamento de medicina, que vai abrigar alguns laboratórios, está atrasado.

Em entrevista o Jornal Regional do dia 1º de abril, o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, disse que seis vagas para professores em aberto e que novos concursos serão feitos. Ainda explicou que outros professores podem assumir o lugar dos que estão faltando. Sobre o 2º Departamento, ele admitiu que houve atraso por problemas com a empresa responsável pela obra e que a primeira parte será entregue até o final de abril.

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