Entrou em mais de 200 filmes para adultos, mas nos últimos anos deu um novo rumo à sua carreira. Agora estreia-se na literatura.

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Publicado por Público

Entrou em mais de 200 filmes para adultos, mas nos últimos anos a americana Sasha Grey, 25 anos, tem dado um novo rumo ao seu percurso.

Primeiro foi a protagonista do filme The Girlfriend Experience de Steven Soderbergh, tendo depois participado em vários projectos no universo da arte contemporânea (por exemplo, o artista plástico Julião Sarmento criou retratos dela) e lançou-se também na música com o projecto aTelecine, para além de actuar regularmente na condição de DJ pelo mundo. Faltava a literatura.

Dizemos faltava, porque acaba de lançar o seu primeiro romance, The Juliette Society, à volta de uma mulher que entra para um clube secreto, explorando os universos do sadomasoquismo. Trata-se de uma novela erótica que está a gerar enorme expectativa. Em Inglaterra diz-se mesmo que o seu livro se poderá tornar no sucessor do enorme sucesso de Cinquenta Sombras de Grey de EL James (Lua de Papel) , o livro em torno do sexo que se tornou num êxito o ano passado, vendendo pelo mundo cerca de 40 milhões de cópias.

O livro vai ter edição em mais de 40 territórios e, ao que parece, Hollywood já mostrou interesse em passar a história para o ecrã. Sasha Grey retirou-se da indústria porno há quatro anos. Agora escreve sobre Catherine, uma jovem estudante de cinema, que entra para um clube de sexo secreto. À imprensa tem dito que tentou criar qualquer coisa de muito diferente. “A maior parte das novelas desde género existem num mundo híper-fantasista, na linha das comédias românticas. Eu quis criar qualquer coisa que as pessoas pudessem sentir que lhes poderia acontecer também a elas. O meu personagem não anda à procura do par ideal.”

No livro, sexo e violência, andam a par, o que tem gerado algumas críticas junto das poucas pessoas que já leram a obra. Mas ela defende-se: “algumas coisas podem ser vistas como ofensivas por algumas pessoas, mas é preciso entender que existe uma larga comunidade de pessoas à volta do mundo que se sente ostracizada pelas suas manias sexuais e é necessário falar disso de uma forma totalmente aberta”, justificou.

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