Publicado por Livraria da Folha

O hospício conhecido por Colônia, em Barbacena (MG), foi palco de uma das maiores atrocidades contra a humanidade no Brasil. Lá, com a conivência de médicos e funcionários, o Estado violou, matou e mutilou dezenas de milhares de internos.

Divulgação

Pacientes protegiam sua gravidez passando fezes sobre a barriga / Divulgação

Epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, tímidos e meninas que engravidaram antes do casamento engrossavam o número de “pacientes”. Aproximadamente 70% deles não tinham doença mental.

No hospício, perdiam seus nomes e suas roupas. Viviam nus, comiam ratos, bebiam água do esgoto, dormiam ao relento, eram espancados. Nas noites geladas, cobertos por trapos, morriam pelo frio, pela fome ou pela doença. Em alguns períodos, 16 pessoas morriam por dia nesse manicômio.

Os cadáveres eram vendidos para faculdades de medicina. Quando não havia comprador, os corpos eram banhados em ácido no pátio, diante dos internos.

Em “Holocausto Brasileiro: Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil “, a jornalista Daniela Arbex conta a história entre os muros da Colônia para evitar que atrocidades assim voltem a acontecer. Abaixo, veja o vídeo de divulgação do livro.

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