Ana Claudia Cichon, no HypeScience

Um determinado objeto pode dizer muito sobre a gente, sobre nossos comportamentos e gostos. Seguindo este pensamento, o economista Eric Hanushek, da Universidade Stanford (EUA), e seu parceiro de pesquisa Ludgar Woessman, da Universidade de Munique (Alemanha), fizeram um estudo e descobriram que um objeto específico servia como um indicador confiável de que a(s) criança(s) da família com tal objeto tinham um bom desempenho na escola.

Algum palpite sobre o que é esse objeto? Um computador? Uma televisão? Um iPad?

Qual a sua surpresa ao saber que é um móvel, e não um equipamento eletrônico? O objeto é questão é uma estante de livros. Duas, na verdade.

1

Na Inglaterra, por exemplo, a diferença de desempenho escolar entre as crianças de famílias com mais de duas estantes de livros e as crianças de famílias com poucos livros em casa é mais de três vezes o que os alunos aprendem, em média, durante um ano letivo inteiro.

Mas os pais devem ter comprado as estantes por uma razão, é claro. E quando eles possuem duas estantes ou mais, indica que eles gostam de comprar livros e, presumivelmente, lê-los. Como se vê, as pessoas que gostam de ler são mais predispostas a passar este sentimento para os filhos, que, por sua vez, com mais conhecimento obtido através da leitura vão bem na escola.

O ponto de partida do estudo não é que os pais devem todos correr e comprar estantes e muitos livros para preenchê-las. A relação de estante para aluno não é causal, é sintomática. “Os livros em casa são um importante fator no desempenho dos alunos na maioria dos países. E a razão é que, independentemente da sua origem, etnia, escola, status de imigrante, etc., é a entrada de pais letrados ou da leitura que fazem toda a diferença na educação de uma criança”, explica Woessman.[core77]

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments