A simplicidade gráfica da história visual Life pode ser apreciada por todas as pessoas

Publicado por Catraca Livre

Graças ao francês Louis Braille, desde 1827 os cegos podem ler qualquer texto desde que ele seja transcrito para uma série de pontos salientes dispostos em sequências lógicas no papel. Mas o tato não permite que um cego possa apreciar uma história em quadrinhos. Ou pelo menos não permitia até que, recentemente, foi criada a primeira história em quadrinhos para cegos.

O designer Philipp Meyer pensou em como fazer as pessoas que não enxergam aproveitarem uma história apenas com imagens. Ele percebeu que não seria possível somente traduzir os desenhos com pontos no lugar das linhas. Decidiu, então, simplificar ao máximo, chegando a 24 quadros que contam a história da vida. Assim, a história em quadrinhos Life trata-se, na verdade, de uma experiência tátil para deficientes visuais.

A Life conta, de forma simples, a história da vida. (Reprodução)

A Life conta, de forma simples, a história da vida. (Reprodução)

Na página do projeto é possível ver Meyer explicando o processo, com os primeiros rascunhos, os formatos finais e a criação do livro. Mas a intenção do autor é que Life possa ser apreciada com interatividade, tanto no papel quanto virtualmente. É possível, por exemplo, clicar nas imagens, mudar a aparência dos personagens e colocá-los em lugares diferentes.

A versão para o papel explora, claro, o tato dos deficientes visuais. A primeira página explica que Life se passa em quatro quadros por página, com a ordem de leitura indicada por números nos cantos. (Reprodução)

A versão para o papel explora, claro, o tato dos deficientes visuais. A primeira página explica que Life se passa em quatro quadros por página, com a ordem de leitura indicada por números nos cantos. (Reprodução)

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