Com o crescimento da demanda, prefeitura prepara campanhas para aumentar doações de livros

Em menos de três horas, livros repostos somem das prateleiras das Tubotecas (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Em menos de três horas, livros repostos somem das prateleiras das Tubotecas (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Rafael Neves, na Gazeta do Povo

De segunda a sexta, perto da hora do almoço, equipes da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) percorrem a cidade repondo as prateleiras das sete Tubotecas – bibliotecas informais instaladas em estações-tubo do transporte coletivo.

Apesar de cada uma ter capacidade para guardar até 150 livros, o acervo de mais de 27 mil obras não tem sido suficiente. Menos de três horas após a reposição, segundo a FCC, as prateleiras já ficam vazias novamente

“No começo da campanha, imaginamos que o volume de retirada de livros por tubo, a cada dia, seria cerca de 30 livros. Hoje, mais de três meses depois – [as tubotecas foram instaladas no dia 28 de março] -, descobrimos que este potencial é três vezes maior”, explica o Presidente da FCC, Marcos Antonio Cordiolli. Segundo o presidente, esta demanda inesperada faz com que, às vezes, o usuário encontre as prateleiras vazias.

O objetivo da FCC, de acordo com Cordiolli, é chegar a um acervo de cem mil livros, que circulem nas mesmas sete tubotecas que já existem. Para isso, a prefeitura deve lançar em menos de um mês uma campanha para aumentar o número de doações de obras.

“Não sabemos exatamente quantos livros estão sendo adquiridos, já que muitos são depositados informalmente nos tubos e não é feita a contagem diária”, explica o presidente. “Mas sabemos que o número ainda não é muito alto”. No Prédio Central da Prefeitura, maior núcleo de doações, a FCC informa que recebe entre 20 e 30 livros por dia.

A campanha projetada pela fundação quer elevar as doações entre cidadãos e também com empresas. Entre as ações planejadas, a FCC vai implantar pontos de recebimento de livros em estabelecimentos comerciais, promover publicidade na internet e nos ônibus e colocar marcadores nos próprios livros incentivando as doações.

Cordiolli explica que o objetivo não é apelar para que os usuários devolvam os livros mais rapidamente. “Temos percebido que as pessoas demoram a restituir as obras justamente porque passam mais tempo com elas. As tubotecas foram pensadas de forma que o leitor possa ficar com o volume por quanto tempo desejar”, garante o presidente.

dica do Jarbas Aragão

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