Fabio Victor, na Folha de S.Paulo

O escritor alemão nascido na Bulgária Ilija Trojanow, que está no Brasil, afirma ter sido impedido de viajar para os Estados Unidos e insinua que críticas que ele fez ao esquema de espionagem da NSA, a agência de segurança nacional dos EUA, podem ter motivado o impedimento.

Em depoimento ao diário “Frankfurter Allgemeiner”, Trojanow conta que viajaria de Salvador, onde fez uma residência literária, rumo aos EUA –onde participaria de um debate acadêmico–, mas, ao apresentar seu passaporte a uma funcionária da companhia aérea American Airlines, foi informado de que não poderia viajar.

Autor de “Degelo” (Companhia das Letras), romance que aborda o aquecimento global e as mudanças climáticas no planeta, Trojanow relatou que não lhe foi apresentado motivo para a recusa –a funcionária somente informou, enquanto o interrogava, que o caso dele era “especial”. O escritor não embarcou e permanece no Brasil.

“É mais que irônico que a um autor que levanta a voz contra os perigos da espionagem (…) seja negada a entrada na ‘terra dos bravos e livres'”, escreveu Trojanow, signatário de uma petição contra os abusos da NSA.

Segundo a Companhia das Letras, editora que publica Trojanow no Brasil, o autor agora está no Rio tentando resolver a situação.

O escritor búlgaro-alemão Ilija Trojanow, autor do romance 'Degelo' / Thomas Dorn/Divulgação

O escritor búlgaro-alemão Ilija Trojanow, autor do romance ‘Degelo’ / Thomas Dorn/Divulgação

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