Pessoas que leram clássicos da literatura tiveram resultados melhores em testes que medem empatia, percepção social e inteligência emocional

Ana Freitas, na revista Galileu

Editora Globo

Leo Tolstói (foto: Wikimedia Commons)

Está provada a relação entre causa e consequência entre ler bons livros e ser mais inteligente – e você pode esfregar isso na cara de quem disser que você tem livros demais.

Dois cientistas do departamento de psicologia da Universidade de New School, Emanuele Castano e David Comer Kidd, constataram através de um estudo que pessoas que leram clássicos da literatura têm resultados melhores em testes que medem empatia, percepção social e inteligência emocional. Em alguns casos, bastou ler o livro por minutos para que os resultados dos testes melhorassem.

Essas habilidades melhoram seu convívio social e te tornam mais apto ou apta a ler linguagem corporal e expressões faciais e responder a elas. Os cientistas acham que isso acontece porque clássicos da literatura, muitas vezes, deixam situações e interpretações em aberto, forçando os leitores a concluírem por si mesmo como os personagens se sentem diante de situações variadas.

No New York Times, Albert Westland, um professor da Seton Hill University, disse: “Ler explorações sensíveis e longas da vida de alguém, esse tipo de leitura literalmente te faz colocar-se no lugar de outra pessoa – de vidas que poderiam ser mais difíceis, mais complexas, geralmente mais do que acontece em literatura popular. Faz sentido que eles descubram que isso possa gerar empatia e maior compreensão da vida alheia”.

Faz sentido. E se, infelizmente, não vale para literatura popular e não ficção, só para os clássicos, ficam as perguntas: Se eu ler o mesmo livro várias vezes, fico mais inteligente? Harry Potter já conta como clássico? Quando vai contar?

(via New York Times)

 

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