O cantor e compositor britânico Morrissey disse que sua primeira relação séria foi com um homem e quando estava com 35 anos de idade.

Publicado na BBC Brasil

Capa da autobiografia de Morrissey | Foto: PA

Capa da autobiografia de Morrissey | Foto: PA

Título original: Morrissey diz que teve primeira relação séria com homem e aos 35 anos

A revelação foi feita na autobiografia do ex-cantor dos Smiths, lançada nesta quinta-feira na Grã-Bretanha.

O cantor, conhecido por sempre ter protegido a sete chaves vários aspectos de sua vida pessoal, descreve no livro sua relação com o fotógrafo Jake Walters, iniciada em 1994.

Ele conheceu Walters em um restaurante e conta como este o seguiu até sua casa, onde “entrou e ficou por dois anos”.

“Pela primeira vez na minha vida, o eterno ‘eu’ se torna ‘nós’, e finalmente, eu consigo me dar bem com alguém”‘, escreve Morrissey.

Filho

O cantor também revela que, mais tarde, chegou a considerar em ter um filho com uma amiga, Tina Dehgani, que conheceu em Los Angeles.

Ele também dá detalhes sobre abusos cometidos por professores quando era aluno da escola St. Mary’s em Stretford, bairro de Manchester, onde cada dia teria sido como um pesadelo “kafkiano”.

Morrissey denuncia um professor que observava obsessivamente os alunos tomando banho nus no chuveiro, e um outro que passou creme anti-inflamatório no seu pulso machucado de forma “desnecessariamente lenta e sensual, sem tirar os olhos de mim”.

O cantor critica Geoff Travis, o dono da gravadora Rough Trade, que lançou os Smiths, um dos grupos mais queridos da Grã-Bretanha nos anos 80 e que se separou em 1987, após cinco anos de atividade.

Travis, segundo Morrissey, inicialmente tinha se recusado a ouvir a música deles, mas mudou de ideia só depois de o guitarrista Johnny Marr tê-lo colocado “em uma cadeira giratória” e insistido para que ele avaliasse o trabalho da banda. Além disso, Morrissey afirma no livro que o sucesso dos Smiths “salvou a vida” do dono da Rough Trade.

O cantor também critica o sistema legal britânico, em particular o juiz que presidiu sua batalha legal no início dos anos 90 com o seu ex-companheiro de banda, o baterista Mike Joyce. Morrissey e Marr foram obrigados pela Justiça a pagar cerca de 1 milhão de libras a Joyce ao baixista Andy Rourke em direitos retroativos.

Semanas antes de chegar às lojas, a autobiografia de Morrissey causou polêmica por estar sendo lançado pela Penguin Classics, a série da conhecida editora britânica Penguin dedicada a clássicos da literatura mundial.

A editora foi criticada por ter cedido à pressão de Morrissey, que só aceitou publicar a autobiografia sob a condição de que fosse lançada pela série.

 

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