Guilherme Soares Dias, no Estadão

Um grupo de 23 pessoas foi flagrado ontem tentando fraudar o vestibular de Medicina da Universidade Anhanguera-Uniderp em Campo Grande (MS). A Polícia Militar recebeu denúncia de que um candidato receberia o gabarito por meio de ponto eletrônico durante a prova. A PM foi chamada pelos fiscais da universidade que flagraram um estudante usando o aparelho no ouvido.

Após a denúncia, a polícia realizou exames para identificar a utilização de aparelhos eletrônicos em outros candidatos. Ao todo, 22 foram presos em flagrante e um adolescente foi apreendido. “É crime de fraude em certame público, que tem pena de um a quatro anos”, explica a titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações Falimentares e Fazendárias (Dedfaz) de Campo Grande, Ariene Murad Cury.

O grupo que foi preso informou que pagaria de R$ 1,5 mil até R$ 30 mil para receber o gabarito. De acordo com a Anhanguera-Uniderp, para tentar conter fraudes durante o processo seletivo foram utilizados detectores de metais; registro fotográfico de cada candidato com o documento de identificação; e fiscais treinados para monitoramento (incluindo médicos professores e acadêmicos do curso de Medicina). “Também realizamos exame de otoscopia (exame do canal auditivo externo e do tímpano efetuado com a ajuda de instrumentos específicos), para identificar pontos eletrônicos”, informa, em nota, a universidade.

O vestibular realizado ontem pela instituição não foi cancelado. “Não houve comprometimento. As pessoas flagradas pela universidade foram automaticamente eliminadas do processo seletivo”, garante a Anhanguera-Uniderp. O curso de Medicina da instituição tinha 30 candidatos por vaga (2,5 mil inscritos para 80 vagas). A mensalidade do curso é de R$ 4,7 mil.

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