Poeta baiano ganha homenagem em mostra multimídia como parte da programação da FLUPP

Publicado na Veja Rio

Waly Salomão: poeta baiano ganha exposição em Vigário Geral (Foto: Divulgação)

A partir desta quarta (20), o Centro Cultural Waly Salomão, em Vigário Geral, recebe uma exposição em homenagem ao poeta baiano que dá nome ao espaço. A ideia nasceu de um convite de José Junior, coordenador do grupo AfroReggae, aos curadores, com o objetivo de celebrar os vinte anos do projeto, já que a data coincide com os dez anos da morte de Waly Salomão e os 70 anos de seu nascimento. A exposição faz parte da programação da segunda edição da Festa Literária das Periferias (FLUPP) e fica em cartaz até o dia 20 de dezembro e, em fevereiro, segue para o Itaú Cultural, em São Paulo.

Com curadoria de Marcello Dantas e Carlos Nader, a mostra é dividida em sete módulos, que narram vida e obra do escritor. Os diferentes espaços propõem uma experiência interativa com o público, que poderá, entre outras coisas, tocar tambores, ser içado por puçás e investigar o “Armarinho de Miudezas” de Waly para ter contato com a obra do poeta.

Conheça melhor os sete módulos da exposição:

Aparição
Um enorme tambor será o marco inicial da celebração. Os meninos do Afro Reggae irão invocar uma Aparição de Waly Salomão projetada sobre o Tambor na praça central de Vigário Geral, em frente ao CCWS. Waly com sua personalidade singular surge dominando o espaço como lhe era peculiar.

Câmara de ecos
Seis tambores com projeções no seu interior que, quando tocados, revelam além da sonoridade própria, a amplificação do eco da voz de Waly falando um trecho de um poema, uma palavra, um som. O tocar constante desses tambores traz à tona a voz, a intensidade dos versos, a força da nitidez de sua lábia. O público irá compor com a palavra de Waly.

Pescados Vivos
Instalação em forma puçás onde num quadrado com 3 telas de LCD suspensas por uma espécie de rede de pesca. O visitante adentra o espaço interior desse quadrado com a cabeça para ouvir depoimentos de amigos próximos de Waly. Caetano Veloso, Antonio Cicero, Herbert Vianna, Gilberto Gil, José Junior, entre outros, falam da importância transformadora que o poeta teve em suas vidas.

Algaravias
Na escada do Centro Cultural Waly Salomão, uma cronologia gráfica da vida de Waly, construída não a partir de módulos lineares e sim por afinidades eletivas: família, origem, política, obra, parceiros, usando textos, imagens e vídeos para ilustrar. Essa cronologia foi feita por Marta Braga e Omar Salomão, esposa e filho do poeta, e será permanente no CCWS. Ela dá conta de contextualizar a ampla ação cultural de Waly e seu legado.

Armarinho de Miudezas

Os poemas de Waly sempre fazem alusão às coisas do mundo. Objetos triviais eram alçados ao Olimpo poético. Nesses armários com objetos reais de coisas que Waly citou em seus poemas. As caixinhas se acendem ao toque das mãos dos visitantes revelando seu interior. O som da voz de Waly cita o nome da coisa ali apresentada. Poeta Polifônico – O resultado do tocar essas coisas revela uma polifonia criada pelo visitante com as palavras de Waly retiradas de suas performances e da declamação de seus poemas.

Lábia
As mais antológicas entrevistas de Waly Salomão em uma sala com múltiplas telas exibindo os momentos mais marcantes dessas entrevistas.

Alterar
Poesia quer dizer Trabalho. A mesa de trabalho de um poeta e seus instrumentos de criação, coisas para fazer palavras surgirem estão nessa grande mesa repleta de atividades para o público manipular, de mimeógrafos, a letrasets, de estêncis a máquina de escrever, de serrote a papelão, ao lado da mesa, uma tela mostra o Waly em processo de criação e oferece a oportunidade ao visitante de Alterar tudo o que está escrito com sua vontade.

O Centro Cultural Waly Salomão fica na Rua Santo Antônio, 11, em Vigário Geral.

 

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