Manifestação “Abaixo as saunas de aula” contou com dezenas de alunos, que fizeram caminhada bem-humorada no campus, em Recife. Eles exigem manutenção dos aparelhos de ar condicionado

Publicado em O Globo

Protesto contra calor na UFPEFoto: Divulgação

Protesto contra calor na UFPEFoto: Divulgação

RIO – Estudantes da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), em Recife, fizeram um ato bem-humorado para protestar contra o calor nas salas de aula. O protesto “Abaixo as saunas de aula”, que aconteceu na tarde desta quinta-feira, contou com a participação de dezenas de alunos do Centro de Artes e Comunicação (CAC) vestidos com trajes de banho, usando biquinis, maiôs ou até enrolados em toalhas.

“Há anos os estudantes da UFPE sofrem com o calor nas salas de aula”, disse no Facebook a aluna Jenniffer Nascimento, uma das organizadoras da mobilização. “Esse protesto tomou ainda mais força depois que a coordenação do curso de Arquitetura e Urbanismo criou um abaixo assinado pedindo a climatização das aulas e que uma professora disse que preferia dar aula nos banheiros (reformados recentemente), pois eles tem mais conforto do que as salas”.

Vestidos a caráter, os estudantes caminharam da sede do CAC até o prédio da reitoria, onde foram recebidos pela pró-reitora de assuntos acadêmicos e pela prefeita do campus. Na manhã desta sexta-feira, uma equipe foi enviada para avaliar o problema. De acordo com o departamento de infraestrutura do CAC, todas as salas do centro têm ar condicionado, mas pelo menos 30% dos aparelhos não estão funcionando por falta de manutenção. Alguns ambientes têm aparelhos novos presos à parede, mas eles são incompatíveis com o sitema elétrico do prédio.Ainda segundo o departamento de infraestrutura, a prefeitura da Cidade Universitária abriu uma licitação para adquirir novos equipamentos, mas os trâmites burocráticos desse processo atrasam sua conclusão. Enquanto isso, os alunos e professores sofrem com as altas temperaturas da capital pernambucana.- O calor é muito intenso e, infelizmente, ventiladores não são o bastante – comenta Vianey Bezerra, coordenador de infraestrutura do CAC.

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