Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

De um total de 3.337 programas de mestrado e doutorado no país, apenas 12,2% (406) possuem qualidade de nível internacional: esse grupo recebeu nota 6 ou 7 em avaliação feita pela Capes (autarquia do Ministério da Educação responsável pela pós-graduação).

O balanço faz parte de avaliação trienal realizada pelo órgão e divulgada nesta terça-feira (10). As notas variam entre 1 e 7 e são elaboradas com base em critérios como formação do corpo docente, infraestrutura e número de artigos publicados em periódicos, por exemplo.

O percentual é levemente superior ao percentual de programas com mesma nota em 2010, quando a última avaliação foi feita. Na ocasião, 11,8% dos 2.718 programas receberam conceito 6 ou 7.

No outro extremo, cursos com nota 1 ou 2 são considerados de má qualidade. Alunos já matriculados nesse programas terão o diploma reconhecido nacionalmente, mas a partir de agora eles não poderão ser ofertados novamente. As instituições recebem as notas nesta semana e podem apresentar recurso.

Em 2013, 1,8% dos programas (60) receberam nota 1 ou 2. Em 2010, o índice foi de 2,2%. A lista de notas de mestrados e doutorados de todo o país deve ser publicada ainda hoje no site da Capes. Apenas os 60 programas com avaliação ruim não serão divulgados –o MEC aguardará o prazo para apresentação de recurso para publicar essa relação.

REGIÃO NORTE

Entre todas as regiões, apenas o Sudeste registrou evolução do número de programas abaixo da média nacional. Enquanto o país registrou um aumento de 23% (de 2.718 programas em 2010 para 3.337 em 2013), a região teve crescimento de 14%. Apesar disso, o Sudeste ainda concentra a grande maioria dos programas no país (1.560).

O Norte foi a região com maior salto do número de programas: de 121 para 170 em três anos (índice de 40%), seguido do centro-oeste (37%) e nordeste (33%).

“Estamos tendo uma importante desconcentração [para] o Centro-Oeste, Norte e Nordeste, áreas mais carentes no ensino superior em geral. Isso é muito importante pra gente manter a expansão da graduação”, disse o ministro Aloizio Mercadante (Educação) em coletiva de imprensa.

EVOLUÇÃO

Mercadante elogiou os resultados da avaliação trienal. Ele ressaltou que, entre 2010 e 2013, 69% dos programas mantiveram anota nesse período, 23% registraram aumento e 8% tiveram queda no conceito.

“O sistema como um todo evoluiu em direção à qualidade. (…) O programa está numa forte expansão e numa trajetória de melhora”, afirmou.

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