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Marina Maciel Ansanelli tem 14 anos e quer seguir carreira em física (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Vanessa Fajardo no G1

Uma brasileira de 14 anos teve o melhor desempenho entre as meninas de 40 países participantes da 10ª Olimpíada Internacional de Ciências Júnior (International Junior Science Olympiad, ISJO, na sigla em inglês) realizada em Pune, na Índia. Marina Maciel Ansanelli, a caçula da delegação brasileira, garantiu 80% da pontuação global das três provas da competição – uma em forma de teste, outra dissertativa e a terceira foi um desafio prático realizado em equipe.

Participaram do torneio 240 alunos, sendo cerca de 80 meninas. A competição reúne adolescentes com no máximo 15 anos de idade, porém os conteúdos cobrados são de níveis de ensino mais altos do que eles cursam. Como Marina ainda tem 14 anos vai poder entrar na próxima disputa em 2014, em Sri Lanka.

“As provas foram difíceis, acredito que as mais difíceis da história da competição. Porém, esperávamos isso, por ser elaborada por professores da Índia, país que possui um excelente nível acadêmico. Fiquei muito feliz [pelo resultado], principalmente quando professores da Argentina e de Taiwan vieram me cumprimentar”, afirma Marina, aluna do 9º ano do ensino fundamental do Colégio Objetivo, em São Paulo.

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Marina recebeu medalha olimpíada na Índia
(Foto: Allison Hirata/ Divulgação)

A jovem viajou acompanhada por outros cinco estudantes. Todos receberam medalhas. A outra garota que compõe a delegação do Brasil, Letícia Pereira Souza  moradora de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, também teve bom desempenho nas provas, cerca de 75% de aproveitamento.

Além das meninas, o Brasil foi representado por Matheus Henrique de Almeida Camacho e Leonardo Henrique Martins, de São Paulo; Lucca Morais de Arruda Siaudzionis de Fortaleza (CE); e José Rodolfo de Farias Neto de Maceió (AL). Todos têm 15 anos.

O grupo volta para casa na noite deste domingo (15) com seis medalhas, cinco de prata e uma de bronze, e a marca do melhor desempenho entre todos os países da Europa. A classificação geral ainda não foi divulgada, mas a expectativa é de que o Brasil tenha ficado entre sete primeiros países, em um universo de 40.

“As provas da Índia foram as mais difíceis dos dez anos de competição, mas nossos estudantes estavam muito bem preparados e conseguimos ficar a frente de grandes potências científicas”, diz Márcio Martino engenheiro elétrico e um dos organizadores do torneio nacional, que funciona como seletiva para formar a equipe que disputa a etapa internacional.

As provas costumam trazer informações sobre a cultura do país-sede. Como a Índia é um grande produtor e consumidor de leite, uma das missões da prova prática foi a de fazer uma análise química de uma amostra de leite. As avaliações em teste e dissertativa trouxeram questões de química, física e biologia e foram resolvidas de forma individual.

O Brasil participa da ISJO desde 2004. No ano passado, quando a competição foi realizada no Irã, o time brasileiro voltou para casa com seis medalhas. Também ficou em primeiro lugar na fase experimental.

“Eu já participo das competições nacionais, e pretendo tentar ir para outras internacionais, principalmente de física, a carreira que pretendo seguir. Por causa da minha idade, eu ainda posso participar mais uma vez da IJSO”, diz Marina.

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Equipe brasileira no aeroporto de Dubai no caminho de volta para o Brasil. Da esq. para direita: Marina, Letícia, Matheus, Lucca, Leonardo e Rodolfo (Foto: Allison Hirata/ Divulgação)

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