“A Emparedada da Rua Nova” oferece tristes finais aos seus principais personagens

Publicado no O Tempo

Adaptação para a televisão foi realizada por George Moura

Adaptação para a televisão foi realizada por George Moura

Mais de 100 anos depois de sua publicação, “A Emparedada da Rua Nova”, escrito por Carneiro Vilela, se tornou um sucesso de vendas. Após servir como inspiração para a minissérie “Amores Roubados”, que teve seu último capítulo exibido ontem (17), o livro inspirado em uma lenda urbana pernambucana teve um acréscimo de vendas de 300%, sobretudo no Rio de Janeiro e São Paulo. E isso é apenas uma estimativa.são paulo.

“Esperávamos essa repercussão, estamos recebendo pedidos do Brasil inteiro”, conta Alexandre Monteiro, gerente de marketing da Cepe (Companhia Editora de Pernambuco) que edita o livro.

Para dar conta desse montante e do alto crescimento, identificado apenas por estimativa, foi preciso, nas palavras de Monteiro, “colocar mais água no feijão”. “Precisamos reforçar e fazer reimpressões para dar conta dos pedidos”.

Folhetim. Publicado inicialmente em folhetins locais, entre 1909 e 1912, “A Emparedada” se passa no Recife da metade do século XIX, e relata um crime bárbaro, onde uma jovem burguesa, Antônia, é emparedada viva em seu próprio quarto, deixando no ar, até hoje, o mistério se o crime realmente aconteceu ou foi invenção de Vilela.

No livro, o sedutor Leandro morre com um tiro disparado por Jaime Favais, que atravessa o cérebro e sai por cima da cabeça.

Também há finais tristes para as outras duas mulheres que caíram de amores pelo Don Juan do sertão. Isabel, mulher de Jaime, fica louca, sem conseguir superar o fato de que seu amante é o mesmo homem por quem Celeste se apaixonou, nem suportar a culpa de ter traído o marido.

Já Celeste precisa enfrentar a ira do marido traído, que se vinga da mulher de forma violenta – segundo o autor, detalhes renderiam outro romance.

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