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Estudante afirmou que era dependente de empregada doméstica.
Caso foi encaminhado para a Polícia Civil e Ministério Público.

Renata Soares no G1

Um aluno do curso de medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi expulso da instituição no início de 2013 após fraudar o sistema de cotas no vestibular. O caso veio à tona apenas neste ano e foi revelado pelo jornal O Globo. O estudante, de classe média alta e morador da Zona Sul da cidade, afirmou durante a inscrição que era dependente de sua empregada doméstica. Assim, ele se enquadraria no critério que adota cota para quem tem renda per capita familiar de R$ 960 por mês.

Em entrevista ao G1 na manhã desta quinta-feira (23), o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, contou que além deste, outros nove casos também estão sendo apurados. “Estamos com nove sindicâncias abertas e esperamos solucionar estes casos o mais breve possível. Acho lamentável este tipo de atitude que causa um sentimento de tristeza e indignação em todos os outros alunos que entraram de maneira correta”, explicou o reitor, que acrescentou ainda que a denúncia da fraude partiu dos próprios alunos da instituição.

“Os alunos não ficam felizes com este tipo de comportamento. Acabam descobrindo e, depois, denunciam. Foi uma infeliz ideia e uma grande distorção, que acabou durando somente um ano. Descobrimos o caso, encaminhamos para o Ministério Público e para a Polícia Civil e ele terá que responder a processo penal”, completou Vieiralves, que contou ainda que o aluno confessou que fraudou a documentação.

Segurança no sistema
Apesar das denúncias, o reitor da Uerj – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, primeira a adotar cotas – enfatizou que o sistema é seguro e nada será modificado. “É um processo pedagógico de primeira qualidade. Estamos mudando a elite nacional e estamos inserindo a ‘cor’ do Brasil nesta elite. Queremos mais do que gente de berço esplêndido, queremos gente de berço pobre”, concluiu Vieiralves.

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