Versão traduzida do site de Salman Khan foi lançada nesta semana.
Até o ano passado, ela era usada apenas por alunos de um projeto-piloto

Publicado no G1

A nova plataforma da Khan Academy ganhou nesta semana uma versão oficial em português. A partir de agora, usuários brasileiros e de outros países que falam português podem não só assistir à tradução das videoaulas elaboradoras pelo americano Salman Khan, como também realizar exercícios de acordo com seu nível de matemática no idioma nativo.

O site é estruturado tanto para usuários individuais –incluindo crianças com conhecimentos iniciantes de matemática, estudantes universitários e concurseiros– quanto para que professores possam usá-lo na sala de aula, acompanhando o progresso de cada aluno. Os conteúdos da disciplina foram divididos em 557 habilidades e abrangem desde operações simples de soma até exercícios de cálculo, álgebra e geometria. Todos são acompanhados de videoaulas que explicam o conteúdo da matéria.

A Fundação Lemann, que atua em projetos educacionais e é responsável pela versão em português da plataforma, afirma que mais de 100 mil exercícios já estão disponíveis aos usuários do Brasil. Até 2013, o site em português era usado em um ambiente fechado por 12 mil alunos de um projeto-piloto.

Veja a seguir como dar os primeiros passos na Khan Academy em português:

1-foto1_31) Cadastro
No site https://pt.khanacademy.org é possível escolher que tipo de cadastro fazer. Os usuários individuais podem usar seu login no Facebook para entrar na plataforma, seu perfil no Google ou outro e-mail. Professores e pais, que podem fazer um perfil de tutoria para acompanhar o aprendizado de outros usuários, têm campos específicos de cadastro na página inicial da plataforma.

 

 

1-foto1_52) Pré-teste
A primeira atividade da plataforma é fazer uma avaliação inicial do nível de cada usuário em matemática. Por isso, um pré-teste com algumas questões é feito com todos os novos estudantes cadastrados. Após o resultado, o sistema gera um boletim mostrando que habilidades de matemática o usuário já conhece, e em qual nível (conteúdo praticado, nível 1, nível 2 ou dominado).

 

 

1-foto1_63) Tarefas
A partir do resultado, a plataforma gera diversos conjuntos de tarefas para o usuário treinar as habilidades de acordo com sua necessidade individual. Cada conjunto tem uma série de exercícios. Caso o aluno não saiba a resposta, ele pode receber dicas e assistir a uma videoaula específica do assunto.

É preciso acertar cinco exercícios consecutivos para mostrar domínio daquele nível de habilidade e partir para o próximo. O diferencial da Khan Academy, segundo a Fundação Lemann, é que cada estudante pode avançar no seu próprio ritmo, sem esperar que a classe toda domine o conteúdo da matéria para partir para a próxima aula.

 

 

 

1-foto1_74) Acompanhamento
Todas as atividades do usuário são registradas no sistema, e podem ser acompanhadas por relatórios de estatísticas –incluindo a quantidade de tempo gasto em exercícios ou assistindo a vídeos– e pelo progresso específico de cada habilidade. É por meio desses relatórios que professores e pais podem seguir as atividades dos estudantes no site, e intervir quando for preciso.

 

 

Sobre a plataforma
A Khan Academy surgiu em 2008 após a popularidade que os vídeos de Salman Khan fizeram no YouTube. Há mais de oito anos, ele começou sem querer uma carreira como professor virtual, por meio de videoaulas produzidas como reforço escolar de matemática para uma sobrinha. Em 2011, lançou a plataforma que, além das aulas online, também trazia exercícios e maneiras de registrar a evolução do desempenho de cada estudante. A ideia, segundo ele, era que o sistema fosse usado em sala de aula para ajudar os professores a entenderem facilidades e dificuldades específicas de cada aluno em cada conteúdo ensinado.

Em agosto de 2013, Khan lançou uma versão atualizada da plataforma. Até esta semana, ela só estava disponível em inglês e espanhol. No mundo todo, 10 milhões de pessoas usam a plataforma por mês e mais de 1,6 bilhão de problemas de matemática já foram resolvidos nela. No Brasil, o projeto é feito pela Lemann em parceria com o Instituto Natura, o Instituto Península, o Ismart e a Fundação Telefônica.

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