Sabine Righetti, na Folha de S.Paulo

Um em cada seis universitários no país está matriculado em um curso de administração.

Em 2012, foram quase 325.000 ingressantes em administração no país. Isso excluindo os cursos tecnólogos. Estou falando só dos bacharelados.

Até a Unicamp, famosa por resistir a cursos “tecnicistas” como direito e jornalismo, abriu um curso de administração no campus de Limeira com 240 vagas  (leia aqui).

O país carece –e muito– de médicos, de engenheiros e até de geólogos. Nessas carreiras, os salários iniciais são bem competitivos. Mas os alunos querem cursar administração.

Por que?

Tenho algumas suspeitas.

Em primeiro lugar, é um curso com amplas possibilidades de emprego. Na prática, um administrador pode trabalhar em qualquer tipo de empresa.

A oferta do curso de administração também é grande.

Sem necessidade de laboratórios ou de instalações complexas, os setores público e privado conseguem oferecer cursos de administração -inclusive noturnos- sem grandes dificuldades.

Já ouvi de um aluno de administração que ele optou pelo curso porque não sabia o que queria, mas sabia o que não queria (medicina e engenharia, por exemplo).

Vale dizer que há também um certo fetiche. Quem administra é quem manda. E todo mundo quer mandar, não?

Administração é, inclusive, uma das poucas áreas do conhecimento no Brasil que conta com uma boa escola privada específica na área, a FGV.

A fundação está lado a lado com a USP na avaliação do RUF 2013 – veja aqui.

Trago para o blog a discussão: por que o curso de administração é tão demandando no Brasil?

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