Jovem se feriu na bochecha após ter rosto pintado por veteranos em trote.
Laudo médico comprovou queimaduras e garota passará por tratamento.

João Paulo de Castro, no G1

Aluna do curso de direito sofreu queimaduras leves na altura da bochecha (Foto: Sofia Borges de Oliveira/Arquivo pessoal)

Aluna do curso de direito sofreu queimaduras
leves na altura da bochecha (Foto: Sofia Borges
de Oliveira/Arquivo pessoal)

Uma estudante de direito da Universidade Católica de Santos (UniSantos), no litoral de São Paulo, sofreu queimaduras no rosto ao participar de um trote na manhã de segunda-feira (10). Sofia Borges de Oliveira, de 18 anos, participava do “ritual de iniciação” do curso quando um veterano passou tinta em uma parte da bochecha dela, que acabou queimada.

Segundo Sofia, o trote acontecia normalmente até que um dos alunos mais velhos a sujou com tinta. Ela percebeu imediatamente que algo de errado havia acontecido.
“Estavam jogando [nos calouros] ovo, farinha, as coisas de sempre. Aí passaram uma tinta no meu rosto e eu falei que estava ardendo muito, mas um dos veteranos disse que era tinta guache e não teria problema”, contou.

A estudante revelou que, com o passar do tempo, a dor foi diminuindo e ela resolveu não falar mais nada sobre o assunto com os responsáveis pelo trote. Quando chegou em casa, porém, começou a se limpar e percebeu que havia se queimado.

Para Sofia, os organizadores do evento não tiveram maldade no ato, mas ela acredita que houve negligência ao serem usados produtos que possam causar alergias e queimaduras nas pessoas.
“O menino [veterano] não estava mal intencionado. Foi pura ignorância de passar no rosto dos outros o que a gente não sabe o que é”, criticou.

Como a queimadura não diminuiu durante o dia, a estudante de direito resolveu procurar um médico. O laudo constatou que o rosto dela realmente foi queimado. Sofia precisará passar por um tratamento para não ficar com a face marcada.

“O dia foi ótimo. Foi uma pena ter acabado dessa maneira”, destacou.

Por meio de nota, a UniSantos informou que não permite a realização do trotes em suas dependências. Em relação às providências a serem tomadas nesse caso específico, a direção da Faculdade de Direito já recebeu, na manhã desta terça-feira, o aluno que passou a tinta em Sofia. À tarde, o curso deve receber a aluna e a mãe, para a devida apuração dos fatos e a aplicação das ações cabíveis.

Estudante participava de trote quando teve o rosto queimado (Foto: Sofia de Oliveira/Arquivo pessoal)

Estudante participava de trote quando teve o rosto queimado (Foto: Sofia de Oliveira/Arquivo pessoal)

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