Cristina Moreno de Castro, no Blog da Kikacastro

Cresci numa casa abarrotada de livros. Nos armários, todos os armários, nas caixas. Eu mesma criei uma “biblioteca” improvisada, com uma caixona de leite, onde colocava vários livros, e que deixava debaixo da minha cama. Tínhamos uma coleção imensa da Barsa, livros grandes e vermelhos, onde pesquisávamos as coisas para a escola, naquele mundo pré-Google. Família inteira, principalmente meus pais, sempre leu muito. Cada um enfurnado em seu canto, viajando por seu mundo literário do momento.

E, nesse ambiente, é impossível que eu tivesse crescido sem adorar ler. Leio o dia inteiro, literalmente. E, chego em casa à noite, olhos ardendo, em busca do meu livro do momento. Ou seja, leio pra descansar, assim como leio pra aprender e leio pra trabalhar. A leitura supre quase todas as necessidades. Me desapego rapidinho de roupas, que dispenso em várias doações ao longo do ano, mas é difícil eu me desapegar de algum livro.

Assim, quando eu tiver filhos, é muito provável que eles aprendam a amar os livros, como aprendi com meus pais superleitores. E, se você quiser que seus filhos adquiram o mesmo hábito, comece por moldar o espelho: leia bastante, pra que eles peguem o exemplo 😉

Quem dá essa dica de ouro nem sou eu, mas o grande Liniers, um dos melhores cartunistas do mundo. Vejam só uma tirinha que saiu em seu site nesta semana:

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“Se querem que seus filhos sejam leitores, deixem que eles te vejam lendo.”

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