Método de decodificação é o mesmo utilizado na tradução de hieróglifos egípcios

Publicado no R7

 Livro antigo pode ter mais de 600 anos Divulgação/Beinecke Rare Book and Manuscript Library

Livro antigo pode ter mais de 600 anos Divulgação/Beinecke Rare Book and Manuscript Library

O manuscrito Voynich é considerado o livro mais difícil do mundo. Por causa de sua composição confusa e incompreensível, a interpretação é trabalhosa e complicada. O livro leva este nome porque foi comprado por um colecionador de livros em 1912 chamado Wilfrid Voynich, na Itália.

Especialistas de diversas áreas já tentaram decifrar o conteúdo do manuscrito. Criptógrafos, linguistas e até botânicos, já que várias plantas estão ilustradas no livro.

Porém, semana passada foi registrado um avanço na decodificação do livro de 600 anos. O professor de linguística Stephen Bax, da Universidade de Bedford, na Inglaterra, pode ter identificado dez palavras e 14 símbolos contidos no manuscrito.

Se as deduções estão corretas, seriam as primeiras palavras a serem decifradas do manuscrito desde que foi redescoberto, no século passado.

O livro tem um conteúdo peculiar, uma espécie de código ilustrado com figuras estranhas e esboços de plantas. Datado do século XV, acredita-se que o manuscrito pode ter sido originado na Itália renascentista.

Não existe um padrão ou teoria aceita para explicar a proveniência do manuscrito. De acordo com o físico Andreas Schinner, o pergaminho pode ter vindo do México, feito por “algum monge autista ou um alien”. O professor Bax acredita que o manuscrito é tão antigo quanto a sua datação de carbono sugere. Ele disse que, provavelmente, o livro foi escrito “por um pequeno grupo do leste europeu tentando estudar a natureza”.

O método que Bax se utilizou para decifrar as dez palavras e os 14 símbolos foi semelhante ao usado por Jean- François Champollion e Thomas Young, que foram os primeiros a decodificar os hieróglifos egípcios.

Nos meados do século XX, o livro passou pelas mãos de William Friedman, que ajudou a decodificar transmissões japonesas durante a Segunda Guerra Mundial. Friedman reuniu um grupo de criptógrafos para estudar o manuscrito durante 30 anos, mas ninguém chegou a uma tradução adequada.

A pesquisa do documento não é algo recente. De acordo com o The New Yorker, historiadores dizem que o imperador romano Rodolfo 2  ficou tão interessado pelo livro que chegou a pagar 600 ducados, cerca de US$ 90 mil na cotação atual da moeda norte-americana, para obter o manuscrito.

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