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Moreno Barros, no Bibliotecários Sem Fronteiras

Em comemoração ao dia dos bibliotecários, com a bênção do Rei Júlio, ei-las:

Monique Garcia

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Monique mora em Florianópolis e trabalha no sistema de bibliotecas da UFSC, universidade onde cursou biblioteconomia.

Ingrid Zahlouth

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Ingrid é da cidade de Belém de Pará, cursou biblioteconomia na UFPA, tendo trabalhado no Museu Paraense Emilio Goeldi e na própria universidade.

Adriana Quincoses

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Adriana é de São Paulo, tem 43 anos, casada com um guia turístico e mãe de três filhos. Estudou na FESPSP e no Senac onde fez o técnico. Hoje trabalha na Província Camiliana Brasileira em um seminário, implantando uma biblioteca para padres e seminaristas com temas de teologia, história da igreja e bioética.

Críchyna Madalena

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Críchyna Madalena mora em Florianópolis, é formada em biblioteconomia pela UFSC. Trabalha como bibliotecária em um escritório de advocacia.

Ludmylla Cavalheri Sá

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Graduada pela FESPSP/FABCI, já trabalhou na Biblioteca do Lar Dom Luciano, na Alexandria Docs & Bytes e atualmente é colaboradora no grupo Livrarias Curitiba.

Djuli De Lucca

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Bibliotecária, formada na UFSC em 2012/2. Nasceu em Criciúma/SC e mora em Florianópolis/SC desde 2009, ano que começou o curso de graduação. Faz mestrado em Ciência da Informação na mesma universidade, com pesquisa na área de Competência Informacional.

Bruna Junqueira

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Bibliotecária formada pela UFRGS, fez todo o curso em Porto Alegre, onde mora até hoje. Trabalha em uma escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Também é professora de inglês e estuda Letras.

Dayane Dornelles

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Day mora em Floripa, se formou na UDESC em 2009. Trabalha há alguns anos na biblioteca do CEAVI – UDESC.

Tamini Nicoletti

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Tamini é de Porto Alegre e cursou Biblioteconomia na FABICO/UFRGS. Atualmente trabalha como coordenadora do núcleo de documentação na Fundação de Economia e Estatística (FEE).

Francielli dos Anjos

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Francielli é de Florianópolis, mora em Palhoça e se formou em 2012 na UFSC. Trabalha como arquivista na empresa Boomerang Doc Solutions.

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É praticamente impossível tornar um post com as bibliogatas mais do que um concurso de beleza, tirando o foco da aparência e da imagem, para o trabalho das bibliotecárias. Mas talvez não seja tão difícil transformar um lista de bibliotecárias mais bonitas em algo que reverta um antigo problema com a imagem da profissão.

Quando você pensa em uma bibliotecária, que imagem vem à mente? Poucas pessoas fora do nosso círculo profissional e de amigos íntimos conhecem bibliotecários pessoalmente e temos relativamente escassa presença na mídia. Não é apenas coincidência que o post das bibliotecárias mais bonitas de 5 anos atrás seja até hoje um dos mais visitados do blog, tendo recebido imenso número de curtidas e compartilhamentos nas redes sociais e aparecido até mesmo na capa dos portais de notícia mais importantes da época.

Na verdade eu não vejo muitos retratos de bibliotecários sob uma luz negativa, simplesmente porque não existem quaisquer descrições ou representações dos bibliotecários no mundo real. Minha pesquisa no google sobre “imagem do profissional bibliotecário”, “estereótipo das bibliotecárias” e termos relacionados revelam muitos artigos escritos em nossas revistas de área. Mas eu queria saber o que está sendo dito fora da nossa profissão.

Será que toda essa angústia sobre a forma como olhamos a nós mesmos e tentamos mudar é realmente necessária em 2014? Sinceramente, mesmo com alguns anos na área, eu não me sinto confortável todas as vezes contando para um público não-bibliotecário que eu sou um, e explicar o que faço. Não é um saco essa coisa do biblioquê e do estereótipo da bibliotecária? Ok, antes de entrar no curso eu também não fazia a mínima ideia. Pois bem, então não se trata de nós, como uma profissão, e sim dos outros. É preciso manter atualizada nossa imagem aos olhos do público em geral até que eles saibam o que somos e o que fazemos. E acima de tudo, precisamos mostrar que os bibliotecários não são o que as pessoas lembram das suas bibliotecas escolares nas décadas de 70 e 80.

Embora a bibliotecária velhinha com dedo em riste fazendo shiiiii possa ser válido também. Eu me preocupo que com nossas tentativas de quebrar o estereótipo desgastado que nos persegue por tempos imemoriais, nós nos transformaremos em um novo estereótipo.

Existe diversidade na biblioteconomia? Ainda bem que sim. Esse post das bibliotecárias mais bonitas versão 2014 é desonesto? Não. Ele não representa algum tipo de universo impossível da biblioteconomia. Existem muitas bibliotecárias gatas. Eu mesmo casei com uma, gatíssima. Eu acho que o que esse post diz é: aqui estão as bibliotecárias mais bonitas para sua curiosidade, mas elas são pessoas como você, que amam seu trabalho e estão dispostas a oferecer seus rostos como uma representação da profissão que escolheram.

Acho que não há qualquer necessidade de drama ou recalque ou clamores sexistas em relação à uma lista de bibliotecárias mais bonitas. Podemos concentrar esforços em outras atividades, mais importantes. Não há dúvidas que as bibliotecárias aqui são lindas, e certamente elas não representam as profissionais como um todo. Espero que a gente continue a expandir ou eliminar as fronteiras e celebrar todos os tipos de bibliotecários, em vez de meramente dizer: “Bem, vocês não representam bibliotecárias como um todo e esse post seria mais realista se aparecessem mais mulheres de 40, negras, nordestinas, cheinhas ou lésbicas.”

Projetos como esse assumem um formato único que é lido, consumido, discutido e em algum momento esquecido. Mas ele não é definitivo. Deveria haver uma sobrevida e eu gostaria de ver mais fotos e conhecer mais bibliotecárias e bibliotecários, fazendo uma justaposição entre o que fazemos e como somos.

Joguei no ar a ideia de circular em um CBBD ou SNBU com uma boa câmera a tira-colo fotografando bibliotecárias e bibliotecários. Quem sabe isso não viraria um livro patrocinado pela FEBAB ou pelo Britquet. Eu pretendo fazer. Se alguma outra pessoa fizesse, eu compraria esse livro.

Eu proponho um desafio: compartilhem o post das bibliogatas nas suas redes sociais e perguntem aos seus amigos e amigas não bibliotecários o que eles acham. Se fazer com que as pessoas se deem conta e falem sobre bibliotecárias e o seu trabalho, então a ideia realmente funcionou.

Parabéns a todos pelo dia do bibliotecário. E obrigado as lindas colegas por terem concordado em participar.

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