Tyrion

Clarice Cardoso, no Fora de Série

Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal e esperar com calma (só aparente) pela estreia da nova temporada de Game of Thrones, que chega no dia 6 de abril, o homem mais poderoso do Ocidente já viu boa parte do que vai acontecer. Ele é Barack Obama.

Fã assumido de séries, o presidente dos Estados Unidos pediu ao CEO da HBO, Richard Plepter, por prévias dos episódios durante um jantar, e recebeu. “Um dos privilégios de ser um homem tão poderoso é que, sim, você consegue ver a série antes”, disse o cocriador David Benioff esta semana à Vanity Fair. Obama também já tinha visto True Detective antes de toda essa loucura que nós vivemos nas últimas semanas.

No ano passado, um artigo no New York Times revelou quais eram os programas favoritos do presidente depois de um dia duro no Salão Oval. Além de Game of Thrones, ele assistiu a Boardwalk Empire, Breaking Bad, Homeland e Downton Abbey. Também gosta de comédias, como Modern Family e Parks and Recreation, mas já disse que gosta mais dos roteiros mais densos, com clima pesado, e que The Wire é “a melhor série de todos os tempos”..

Uma curiosidade é que Obama adorou a nova temporada de House of Cards, em que Kevin Spacey interpreta um vice-presidente que tem o Congresso e o presidente na mão e faz o que bem quiser, rindo da cara da democracia. (“Eu nunca recebi um voto sequer”, diz.)  Como a grande maioria dos fãs da série, Obama viu tudo em maratonas de binge-watching, e brincou que não é tão fácil manipular o congresso na vida real como Frank Underwood faz parecer.

Vou deixar para jornalistas mais bem capacitados os comentários sobre política internacional na gestão Obama, mas digo isso: bom gosto para séries ele tem.

*Barack_Obama_watching_on_TV_Sonia_Sotomayor_hearings

Esta semana na redação do Estadão, Roberto Godoy, um dos jornalistas mais respeitados do País, veio me perguntar sobre Game of Thrones. (Escrever sobre séries tem essa graça a mais: descobrir as paixões televisivas de quem nos procura para falar das produções que admira. Aliás, Godoy, que é especialista em Defesa, é fã de Homeland, e aguardo ansiosamente que ele termine de ver a atual temporada porque sei que a visão que ele terá sobre os episódios terá interpretações bem interessantes.)

Pois bem, a preocupação de Godoy é a mesma que a minha e a de muitos fãs: George R. R. Martin, 65 anos, vai conseguir terminar a tempo a série de livros (a de TV) que começou? Ele diz que sim, mas segue em ritmo próprio.

Coincidentemente, o cocriador da série, Jim Windolf , disse em entrevista à edição de abril da Vanity Fair, que sairá nos Estados Unidos amanhã, que o final será alarmante. “Nos sentamos com Martin no ano passado e conversamos sobre os rumos da história, pois não sabíamos se o programa iria alcançar os livros. Se soubéssemos o final, poderíamos preparar o terreno para isso. Ele nos contou os detalhes sobre o fim de cada personagem, e eu posso escrever uma grande prévia do que vai acontecer, mesmo que não tenha os detalhes ainda.”

Windolf disse ainda que ter tantas crianças no elenco é uma preocupação: o tempo passa de forma lenta nos livros, mas, na vida real, os atores estão crescendo.. Por fim, confirmou que a série já tem um tempo pré-determinado de existência, e deve durar de sete a oito temporadas. Ou seja, estamos na metade da jornada.

Dica da Rina Noronha

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